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Odilon Fernandes – advogado, escritor, professor e procurador federal aposentado.

O poder do beijo

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publicado em 03/08/2018 às 17h42

Todos achamos que em termos gerais, principalmente na cultura ocidental, o beijo é muito poderoso e quase sempre o mundo atribui uma conotação de amor e intimidade entre os que se beijam. Sabemos que há vários tipos de beijos, entre esquimós beija-se na testa ou nariz com nariz, partes não cobertas pelos agasalhos. Entre nós adota-se muito o beijo da face, como uma forma de cumprimentar e de afeto, e o beijo na boca é uma demonstração de amor, na qual as pessoas quase sempre se amam.

As mulheres, em média, segundo estatísticas, beijam 22 parceiros antes de casar e os homens 23 parceiras, nos referimos ao beijo erótico, no qual vemos algo que em certas circunstâncias pode-se considerar uma forma de sexo oral. A mulher beija buscando o parceiro ideal, o pai para os seus filhos, enquanto que o homem beija como estratégia para conseguir praticar amor.

Não podemos deixar de registrar que muitos beijos amorosos não tem conotação sexual, e neles predominam o afeto, é o beijo entre pais e filhos, entre familiares, entre pessoas que possuem uma relação de afeto com intimidade. Há também o beijo respeitoso, em que uma pessoa demonstra seu respeito, admiração por outra, e aqueles que são apenas protocolares, forma de saudação.

É, no entanto, na relação conjugal que o beijo revela-se mais importante e poderoso, os casais que se beijam com habitualidade, frequência, se amam mais e possuem um grau de cumplicidade mais elevado. É uma preliminar poderosa e pode constatar-se no dia a dia que quando as pessoas que vivem juntas deixam de se beijar, na boca, estão se afastando e deixando de se amar. Outra observação que todos nós podemos fazer é que o beijo combate o estresse, é um grande exercício que movimenta 22 músculos, queimando 12 calorias ou mais cada vez que é praticado, evidente a positividade e a significação do beijo, algumas espécies dele salvam vidas, combatem a depressão, é um costume milenar praticado desde a remota antiguidade na Índia, inicialmente, durante alguns séculos beijava-se as mãos e as vestimentas dos mais poderosos, numa demonstração de respeito, evoluindo até os tempos atuais, constata-se que o beijo sempre teve e tem, um poderoso papel  na existência da humanidade, muitos ou  poucos  constatam o significado importante dele em todas as sociedades, praticando o costume do beijo com suas várias significações, de forma íntima, discreta, ou outras posturas menos discretas, mas é indiscutível que todos gostamos de beijar e de ser beijados, sem isso o mundo seria mais desagradável, e é por isso que consideramos o beijo uma grande conquista do homem, uma riqueza universal. Sabemos, não podemos deixar de registrar, que houve e há beijos malignos, reprováveis, torpes, como o que Judas deu em Cristo e outros ósculos que se tornaram históricos pela carga de malefícios que causaram, que causam, mas mesmo assim predomina o caráter benévolo deste belo costume de todos da face da terra.

Odilon de Lima Fernandes

Advogado e Jornalista

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