Ao falarmos em aprisionados, logo vem na imaginação que estamos nos referindo ao vocábulo aprisionado, que indica sujeito que se aprisionou, prisioneiro, cativo, ou seja, pessoas que, por decisão judicial, encontram-se encarceradas, presas em cadeias e/ou presídios públicos.
Mas, nesse mundo de tantos “Homens/Deuses” que se utilizam, de maneira megalomaníaca, do poder, para exercerem o domínio inescrupuloso sobre uma legião de miseráveis, certamente, encontraremos outros vários tipos de aprisionados circulando nesse espaço terráqueo.
A expansão imperialista vem, na verdade, globalizando o homem cada vez mais aprisionado à violência e ao terrorismo. Vivemos aprisionados em nossas casas, com medo dos assaltos que atemorizam todos os cidadãos, da violência nas ruas, no trânsito, nas esquinas, nos ônibus, nos Shoppings, nos campos de futebol, enfim nos olhares daqueles transeuntes conhecidos ou não. Medo de navegarmos na internet e de nos depararmos com vírus, quando não com usuários marginais que se apropriam de senhas bancárias e de acervos particulares, vilipendiando dados e patrimônio.
Aprisionados, sim, a uma televisão que, diariamente, exibe a desarmonia familiar, os comportamentos desviados, numa condicionante capaz de nos levar a encará-los como normais. É preciso dizer ao homem que o sol das manhãs traz consigo todos os dias a certeza de que do passado não podemos nos libertar inteiramente, pois é olhando para ele que percebemos que não só resta saudade, mas que as lições já vividas servem de norte na caminhada da longa estrada da vida.
O homem é aprisionado às situações, as quais nem mesmo a própria razão visualiza explicação. Ele deve entender que é um pecador e, “pecadores são como espelhos; quando apontamos suas faltas, devemos perceber que elas apenas refletem o mal que existe em nós” (Isael Bem Eleazar).
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