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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: [email protected]

Uma hipérbole

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publicado em 30/05/2026 ás 07h00
atualizado em 29/05/2026 ás 20h22

Do nada, o ´nada foi provado´ e é bastante próximo da mentira, mas não chega a ser igual. O nada não tira o sujeito da reta,  (quem?) apenas nega a existência de uma reta – é só seguir em frente e não olhar para trás.

Quando se fala em “Eu Não Sabia”, é onda, sabia sim e a primeira lembrança que vem é a versão do outro a respeito de qualquer coisa que acontece em seu comportamento.

Não sabia, foi sem pensar. Mentira. Nem tem mais graça usá-lo de exemplo, até porque, a julgar pelo que todos dizem, ninguém sabe de nada, ninguém viu nada. Não é só um nem dois: são muitos.

O mais logico vem da atriz Regina Casé e seu pai, Geraldo Casé. Quando havia alguém chato em uma reunião ou a festa ficava desanimada, ele dizia: “Olha, o Asdrúbal trouxe o trombone”. A partir desse aviso, eles davam no pé. No sertão colocava-se uma vassoura de cabeça para baixo atrás de uma porta. Ué e vassoura tem cabeça?

Veja por exemplo o caso do cantor que foi solto esta semana e a médica ficou chorando com medo de ser morta. Isso é uma loucura. Todas as declarações de amor são mentiras, mas não vamos falar de amor hoje. Deixa quieto. Nunca subestime o improvável.

A cidade está cheia de fantasmas, um colega da rotina, um poeta do livro-de-ponto e uma mendiga que faz xixi no chão da Praça João Pessoa.

É a fome de viver e todas as evidências, mas por favor não chore, não chore não, só pra dizer agora o oposto do que disse antes.

Eu vi, eu vejo, durmo, acordo e faço acordo com o tempo e não estou arrependido, sim,  a vaidade passa recibo.

Kapetadas

1 – Luciano Huck chama de dependência ao Bolsa Família aquilo que o pobre chama de almoço.

2  – A vida presta. Só não aceita segunda temporada.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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