João Pessoa, 29 de maio de 2026 | --° / --° | | USD · EUR


Dizem que os amigos são os parentes que não nos são dados pelos laços de sangue, mas a família que o coração nos permite escolher.
No meu caso, o destino foi ainda mais generoso. Conheci Lúcia Bezerra, por acaso, quando uma amiga de Brasília veio passar uns dias aqui e eu precisei viajar a Natal. Então, no sábado, pedi licença para me ausentar, e ela disse que ficaria com sua mãe paraibana. No domingo, quando voltei, fomos a um churrasco na casa de Diana, prima de Lúcia. Foi onde a conheci, e foi amor à primeira vista! Geilza não me apresentou só sua mãe paraibana. Ela não me deu apenas uma amiga. Ela me deu a “Lucinha”.
Ela não é marcada por ser a esposa do general Mário Ivan; “ela é ela”. Possui uma personalidade marcante, cheia de generosidade e de um abraço acolhedor. Ela não pediu licença para entrar. Simplesmente abriu as portas do meu coração e entrou, assim como também abriu as portas do seu para eu entrar. Ela me acolheu como parte do seu próprio mundo.
Ela é o tipo de pessoa que não passa pela vida da gente de forma sutil, mas passa transbordando de alegria, deixando sua marca indelével. Por onde ela transita, deixa um rastro de alegria contagiante. São marcas tão bonitas que fazem até o dia mais cinzento ficar claro.
Ela tem esse dom raro de multiplicar. Não bastou me fazer tanto bem; ela me integrou ao seu grupo, me fez sentir parte dele e dividiu comigo o seu mais precioso bem: o seu tempo, seu carinho, seu afeto, seu amor.
Na Bíblia, o livro de Provérbios nos diz que “há amigos que se apegam mais chegados que um irmão”. A história sagrada também nos presenteia com a linda amizade entre Rute e Noemi, onde Rute declara: “O teu povo será o meu povo”. É exatamente isso que a Lucinha faz. Ela cuida e acalenta todos ao seu redor com uma aura de generosidade que parece não ter fim.
Se a amizade fosse um ritual, a sua teria cheiro de rosas. Ela ama receber. Ama o movimento! Casa cheia, celebrações e, acima de tudo, ser feliz. Com ela não tem tempo ruim.
Cada chá que ela oferece, cada almoço que ela divide, cada jantar que ela prepara, todos carregam a boa hospitalidade que desarma qualquer aura de cansaço. Em volta da sua mesa, a vida social fervilha tanto quanto a água na chaleira, rodeada de risadas e de pessoas que, assim como eu, foram fisgadas por esse magnetismo de calor humano que ela possui.
Ter a Lucinha em minha vida é ter a certeza de que nunca estarei só numa tempestade. Ela é o abraço que acalma e o riso que liberta. Lúcia não é só uma amiga. Ela é o próprio significado de lar em forma de amor.
Por isso, ouso dizer: um amigo vale mais que um tesouro!
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OPINIÃO - 02/06/2026





