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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: [email protected]

O esquecido Ed Motta

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publicado em 24/05/2026 ás 07h00
atualizado em 23/05/2026 ás 20h57

Um benefício adicional ao planeta: bilhões de pessoas de boca calada. Ed Motta é uma delas. Seu histórico de confusões e a reprovação pública devido a declarações elitistas, falas polêmicas e comportamentos controversos têm gerado revolta entre fãs, trabalhadores de serviços e ouvintes de diferentes gêneros musicais.

Ed Motta, cabra de peia. Ele não é o Tarzan, nem quando fez a versão ´Dois Mundos´ do filme ´Tarzan´ de 1999 da Disney, interpretado por ele. O Ed insiste em denotar os nordestinos.

A vida de um flanador fulera, de lugares públicos cheios de dias vazios, de dias insatisfatórios sem público e, muitos dias de bebedeiras sem compensar o esquecimento e vil tristeza. Faz pena.

Perdeu-se no tempo, no bar, um artista que gravou bons discos e já é um não incentivo a outros. Muitos Mottas sem perspectivas num Ed, surgem no melodrama final, como se aqui jaz se tratasse. Não é nenhum ou qualquer um que precise de impulso numa covardia, o Motta é um covarde, basta dar uma cutucada.

Um homem que gosta de música, produz música, não tem permissibilidade, não tem paciência e chama um garçom de ´Paraíba filha da puta´  e diz que ´é a Tijuca contra o Nordeste” ao se referir a nossa região. Te dana!

Boçal, o Edi M vai num restaurante do Rio que ele não paga a rolha, mas tenta incluir sua turma na roda da cortesia e chega a hora do discurso do narrador inescrupuloso.

O cantor e sua patota não gostaram e se irritaram com a cobrança da taxa de rolha e decidiram deixar o local soltando os cachorros. Cabra safado.

Arremesso de cadeira – câmeras de segurança registraram o momento em que Ed Motta, chateado, dá um chilique, levanta e joga a cadeira no chão, que passou de raspão por um garçom. Tem que ser enjaulado, o Motta.

Um artista esquecido que faz lives todos os dias e tem no máximo 20 pessoas lhe acompanhando, parece sem fôlego, depois vai direto para o bar, aprontar, sem sequer notar que se dá por algo que está no olho de quando é trabalhar para sobreviver e reluzir aos olhos dos primórdios, o respeito um pelo outro.

Sim, o cantor Ed Motta está sendo investigado por injúria por preconceito. Funcionários do estabelecimento o acusaram de proferir ofensas xenofóbicas (como usar o termo “paraíba”). Ele nega as acusações, mas o caso segue sob investigação, mas isso não resolve nada, nada.

Claro que ele ficou mal na fita, mas nem liga, e não sabe que outro tipo de abordagem será guiada, quiçá, pela tepidez, a tragédia, o correr o risco de falhar o alvo. Quem tanto lê, tanto cultiva o eruditismo, para que qualquer forma canônica de que se socorrer, mais não seja uma mera curiosidade. Se orienta, rapaz.

Será esquecido? O homem esquecido? Já está. Aquilo que hoje parece arrogante, grosseiro, cheio de consequências, será sempre esquecido.

Motta não tem mais relevância. E o curioso é que não podemos saber hoje o que será um dia considerado grande e importante ou medíocre e ridículo. (…) Pode ser também que o fato dele estar agarrado ao ostracismo seja considerado estranho, desconfortável, desprovido de inteligência, insuficientemente vulgar. Faz pena.

Ed Motta é uma bala perdida.

Kapetadas

1 – Quase tudo se espatifa, menos os patifes.

2 – Pessoal, não quero exagerar no otimismo mas, no rumo em que as coisas estão indo, certamente irão para onde as coisas vão.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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