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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Não é meu filho, mas…

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publicado em 29/05/2019 às 09h17

Penso que igual sentimento muitos, como eu, tiveram ao receber a notícia do acidente aéreo da segunda feira, dia 27, em cujo avião estava o cantor Gabriel Diniz, mato-grossense do sul de nascimento e paraibano por adoção (dele para com a Paraíba e da Paraíba para com ele). Ao anúncio do acidente, uma incontrolada apreensão, esta, porém, ainda carregada de esperança quanto a que ele pudesse ser resgatado com vida. Logo depois, porém, a infortunada informação: “GD está entre os três mortos”.

Ah, que sufoco! A notícia, como a cair-se em um abismo, atingia não só os entes queridos de Gabriel Diniz!… Se o Brasil todo de pronto chorou, mais correntes foram as lágrimas de seus conterrâneos da Paraíba que já o tinham como uma pessoa de casa, um irmão, um filho, tal a simplicidade e alegria como ele se postava perante todas as pessoas daqui e alhures.

Se na canção Jenifer ele diz (assim mesmo, com o verbo no presente, porque esse dizer e essa canção serão infinitamente lembrados e cantados) que “Ela não é minha namorada/ Mas poderia ser”, seus admiradores, os de mais idade como eu, dirão ou mais precisamente dizem: ele não é meu filho, mas poderia ser!

Cabe lembrar uma declaração, muita serena, do pai de Gabriel quando do velório acontecido no Ginásio Ronaldão:“Não vou me incomodar com seus fãs se, neste momento de tanta consternação, eles e elas se manifestaremexternando e cantando a alegria de Gabriel, porque a alegria é o que mais caracteriza o perfil de meu filho”.

Semelhantemente a essa declaração, a atriz Mariana Xavier enfatizou: “Ele era como o sol: quando apaga pra gente é porque foi brilhar em outro lugar”.E também faz lembrar o que ele expressou na canção “Anjos sem asas”: – “Anjo meu, graças a Deus/ Que eu te encontrei”! Ele encontrou e eternamente está com Deus!

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