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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Transparência nas planilhas

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publicado em 28/11/2018 às 16h12

Importante matéria foi recentemente publicada no Correio da Paraíba, a qual – a propósito de um curso sobre cálculo tarifário para os ônibus do transporte coletivo, este realizado na sexta feira, 23 de novembro, aqui em João Pessoa – trouxe declarações do superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) em que chama a atenção para a necessidade de que haja bem mais transparência em relação às planilhas de custos elaboradas pelas próprias Prefeituras Municipais e que, em face delas, fixam os valores da respectiva tarifa.

Fique logo claro que a ANTP não é entidade representativa das empresas de transporte de passageiros. A ANTP congrega os órgãos públicos (públicos, repetimos) que atuam nesse setor e tem sua sede em São Paulo. A entidade que representa o setor empresarial é a NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos). E foi a ANTP a promotora desse curso sobre cálculo tarifário que, como destacado por seu superintendente, tem por objetivo maior proporcionar mais transparência no cálculo das passagens.

Durante o curso, ele mesmo – o superintendente da ANTP –discorreu sobre a estrutura da planilha de custos, detalhando as questões da quilometragem rodada, depreciação dos veículos, despesas com pessoal e com combustíveis etc, mas sobretudo destacando a diferença entre a tarifa técnica (aquela efetivamente apontada pela planilha de custos) e a tarifa política (a que o governante arbitra divergentemente do resultado técnico). E com maior ênfase afirmou: “Esta última (a tarifa política) não só provoca prejuízos e até falências de empresas operadoras do serviço; o pior é que baixa a qualidade do serviço prestado, penalizando a população, que, sem entender, fica a reclamar das empresas como se elas fossem culpadas”.

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