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FORTALECER OS LAÇOS

Argentino Mauricio Macri viaja ao Brasil para encontro com Dilma

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publicado em 02/12/2015 às 10h35

O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, vai viajar ao Brasil na sexta-feira (4) para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. Macri quer pedir ao Brasil uma ajuda financeira para socorrer a Argentina da falta emergencial de dólares.

O encontro vai acontecer em Brasília, seis dias antes da posse de Macri, marcada para 10 de dezembro. Dilma deverá comparecer à posse em Buenos Aires, quando terá uma segunda reunião com Macri, já presidente, na Casa Rosada, sede do governo argentino.

O presidente eleito argentino tem urgência num ponto: precisa de ajuda financeira para socorrer a Argentina da escassez de dólares. O Banco Central argentino está praticamente quebrado e o Estado tem uma dívida com os seus importadores em torno de US$ 9 bilhões.

A presidente Dilma deve responder que um “swap”, uma espécie de ajuda entre os Bancos Centrais de Brasil e Argentina, é possível, mas será preciso construir o mecanismo financeiro. Por outro lado, a Argentina poderá contar com o financiamento do Brasil aos importadores argentinos que comprarem produtos brasileiros. Seria um bom negócio para os dois lados.

Macri quer fortalecer os laços com o Brasil

Além de uma reunião com Dilma, Macri prevê uma escala em São Paulo para atender a um convite da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A eleição de Macri animou os empresários brasileiros, exaustos das restrições comerciais e cambiais do governo de Cristina Kirchner. Macri promete acabar gradualmente com essas barreiras, assim que tomar posse na semana que vem. As restrições serão eliminadas à medida que a Argentina conseguir resolver a falta de dólares.

Durante a campanha, o então candidato Macri já avisava que, se eleito, faria a sua primeiraviagem internacional ao Brasil como um sinal da “prioridade estratégica do seu governo”. Macri também disse que, “com ele, Dilma chegaria a acordos de forma muito mais fácil do que com Cristina Kirchner”.

Suspensão da Venezuela do Mercosul

A prioridade da Argentina é fortalecer a relação com o Brasil como ponto de partida para reativar um paralisado Mercosul, plataforma para negociar com a União Europeia e para aproximar o bloco sul-americano com outro bloco regional, a Aliança do Pacífico. A associação com o Brasil também é ponto de partida para o mercado asiático, especialmente na relação com a China.

Num ponto, no entanto, Argentina e Brasil já manifestaram posturas contrárias. Macri quer suspender a Venezuela do Mercosul, aplicando a cláusula democrática do bloco, que prevê o afastamento do membro onde a democracia não for plena. Para o Brasil, na Venezuela há eleições e isso é um sintoma de democracia. Na avaliação da Argentina, a qualidade dessa democracia, com presos políticos, militares no governo e atropelos aos direitos humanos, é matéria de um debate que será colocado no próximo dia 21 durante a Cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai.

A pressão argentina à Venezuela no âmbito do Mercosul será maior ou menor de acordo com o resultado eleitoral na Venezuela no próximo domingo, dia 6, e do comportamento do presidente Nicolás Maduro perante a vontade das urnas.

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