João Pessoa, 22 de Maio de 2013
Paraíba
João Pessoa, 28/03/2012 - 18h40

Não vou perder meu tempo comentando sobre a enésima proposta de CPI lançada pela oposição na Assembleia. Vou evitar tecer comentários sobre a repetida intenção, por que a vejo com o único propósito, não o de encontrar a verdade, mas de deixar o Governo se fragilizando na berlinda, enquanto se buscam indícios que sirvam de subsídio para derrubá-lo. Antes de seguir em frente, questiono: alguém contesta minha linha de raciocínio, ou acredita que realmente a intenção deles é de contribuir com a moralidade da política? A resposta é dada pela própria oposição: já planejam, como um passo posterior à CPI, abrir processo de impeachment de Ricardo Coutinho. Bem, então fica claro que não se trata de uma CPI, mas sim de uma armadilha. Ponto final.
Deixando a verdade que se arrasta obscura por entre os incansáveis pedidos de CPI, prefiro me deliciar comentando a intrigante proposta de impeachmet planejada por alguns dos mais maquiavélicos membros da oposição da Casa de Epitácio Pessoa. Segundo alegam, a doação feita pela Ideia Digital à campanha do governador Ricardo Coutinho prova que o ex-prefeito estaria de “esquema” com a empresa, o que justificaria tirar à força seu emprego de governador.
Para deixar mais claro, na idéia da oposição as coisas funcionaram assim: já que o Fantástico mostrou que a empresa Idéia propôs um acordo de propina a uma suposta prefeitura da Paraíba (durante simulação do programa), “possivelmente” o mesmo possa ter acontecido com a Prefeitura de João Pessoa, em um esquema que “talvez” tenha sido efetivado com a doação de campanha do socialista. Em suma: “possivelmente” e “talvez” são motivos suficientes para cassar o mandato de um governador eleito com mais de um milhão de votos.
Bem, se “talvez” e “possivelmente” são argumentos sólidos o suficiente para tirar o emprego de um governador, o que diríamos de expressões como “com certeza”?
Pois bem, seguindo a mesma linha de raciocínio de alguns desses parlamentares, (mesmo sabendo que o termo só cabe ao Executivo) peço o “impechment” de todos os deputados faltosos, que, com as justificativas mais tolas possíveis, sequer pisam em seu local de trabalho. Tal fato se repetiu “com certeza” por dias, aos olhos de uma população que nada pode fazer se não esperar que voltassem da suas longas férias.
Como cidadão e eleitor, certo que “com certeza” é argumento mais forte que “talvez” e “possivelmente”, exijo a abertura de processo de impeachment dos gazeteiros da Assembleia, pois não vejo razão de manter emprego de quem não quer trabalhar.
Enfim, essa trupe de gazeteiros tem moral para pedir a cabeça de alguém? Quem não tiver pecado, que levante a lista de ponto.
Se for pra derrubar um ‘errado’, que caiam todos os outros.
Bastilha - Soube que a punição máxima para os gazeteiros (depois de muita pressão) foi o “simbólico” corte no ponto. Não dá para manter o mesmo nível para o Executivo não? Pro governador só serve se for cortar a cabeça fora, sem perdão?
“Ah, mas é diferente...” - A oposição quer que o governador seja punido por ter recebido doação de campanha de uma empresa que havia fechado contrato público anterior. Oxe, e Veneziano não recebeu doação de campanha da Maranata depois de ter fechado contrato com a prefeitura? E aí, vai ter CPI também?
Com qual intenção? - Por falar em Veneziano, afirmou o radialista Fabiano Gomes que conseguiu contato com um dos diretores da empresa Ideia e esse afirmou que a conversa do repórter com um dos seus funcionários (registradas por uma câmera escondida do Fantástico) aconteceu em Campina Grande. A curiosidade está no local onde foi montado o ‘flagra’: “Um prédio cedido pela Prefeitura de Campina Grande”, afirmou a fonte de Fabiano.
Dúvida cruel – Acho justo que se busque apurar todo o tipo de irregularidade, venha de onde vier. Até entendo essa sede da oposição de enquadrar a situação. Só não entendo por que não têm a mesma fome para apurar aquela doação estranha de um terreno do Estado ao filho de Cícero, durante o governo de José Maranhão.
Sem preconceito - O presidente do Movimento Espírito Lilás (MEL) e pré-candidato a prefeito de João Pessoa, Renan Palmeira, decidiu tirar a máscara da hipocrisia de muitos políticos da Paraíba. Em suas revelações, garantiu que muitos dos políticos paraibanos não passam de uns enrustidos. Só preferiu não revelar os nomes de quem ainda não saiu do armário. Se ele decide abrir a boca, vai voar purpurina pra todo lado...
Desigual - Interessante a luta do deputado Wilson Filho. Reclama ele que o Nordeste tem sido pouco agraciado com promoções de passagens aéreas, quando comparadas as que usufruem o povo do Sudeste. Esse jornalista já constatou várias vezes: é mais barato viajar aos EUA saindo de São Paulo do que de João Pessoa (e olhe que a Paraíba é mais próxima dos americanos que a terra da garoa). A explicação para as altas tarifas praticadas por essas bandas parece óbvia: o povo do nordeste é mais rico que a do sudeste. Né não?
É de lascar - Até hoje estou indignado quando descobri que o valor absurdo dos carros novos vendidos no Brasil não é fruto dos altos impostos, mas da vontade das fábricas. Analisando as planilhas das empresas, se concluiu que seu lucro em cada unidade chega a 40 %. Por isso que, enquanto um Corolla, por exemplo, é vendido aqui por R$ 70 mil, no México é comercializado por equivalente a R$ 28 mil.
É de lascar II - Um dos executivos de uma grande fábrica de carros instalada no Brasil admitiu: “Colocamos o valor no carro que acreditamos que o brasileiro aguenta pagar”. Quem ta mais errado?: eles, que empurram o preço que querem na nossa goela, ou nós, que aceitamos bem caladinhos?
» Esse jornalista tem um alto cargo bajulativo, e se é o sujo falando do mal lavado, tem lugar pra porco nessa sujeira toda, pode ficar tranquilo seu lugar está reservado!!
» O sujo, o mal lavado e pelo vsto vc eh o porco,pois defender este governo corrupto eh coisa de porco.
Copyright © 2013 MaisPB. Todo o conteúdo deste site é de uso exclusivo do MaisPB e suas subdivisões.
Proibida reprodução ou utilização a qualquer título, sob as penas da lei.