João Pessoa, 22 de Maio de 2013
Paraíba
João Pessoa, 26/03/2012 - 10h30

Fiquei boquiaberto ao constatar como o tempo tem o poder de apagar marcas do passado. No caso do vereador Tavinho, sua memória completa.
Durante entrevista a uma rádio de João Pessoa, o parlamentar rasgou o verbo contra a prefeitura, após denúncia do Fantástico contra o projeto “Jampa Digital”, que, investindo milhões, garantia que toda a cidade teria conexão wifi gratuita.
Segundo o vereador, é necessário que se apure as possíveis irregularidades no processo de licitação e implantação, inclusive com abertura de CPI e apuração do Ministério Público. Para ele, é escandaloso, por exemplo, que uma câmera de segurança no valor de R$ 10 mil tenha sido comprada por R$ 30 mil.
A pergunta que fica é a seguinte: Por que o vigilante vereador não requereu investigação quando, à época do lançamento do projeto, era líder do prefeito na Câmara? Até onde sei, um investimento desse tamanho deve ter passado pela análise e aprovação da Câmara antes de ser aplicado.
Naquela época o preço era justo?
Era uma boa “ideia” - Pode até a Prefeitura de João Pessoa não ter participado de negociata escusa com a empresa Ideia durante processo licitatório do ‘Jampa Digital’, mas uma coisa é fato: wifi grátis para os pessoenses ficou só no papel.
Minorias no poder - Enquanto o PSB acredita que João Pessoa está pronta para eleger uma mulher, o PSOL faz uma aposta mais alta: quer eleger o presidente do movimento gay ‘Espírito Lilás’. Acho justo.
Gritou em silêncio, foi? - Luiz Couto se disse vítima do “jornalismo de emboscada”, quando o áudio chamando Vitalzinho de bandido chegou ao conhecimento público. Oxe, se não queria que ninguém soubesse o que achava do peemedebista, por que disse em meio a uma reunião com dezenas presentes?
Num papel de pão - O presidente do TJPB, Abraão Lincoln, justificou o sumiço de nada menos de R$ 3 milhões em equipamentos doados pelo CNJ afirmando que estariam incluídas em uma nota só, sem discriminações. É mais ou menos como comprar uma padaria e discriminar: “10 pães e demais produtos e materiais – TOTAL = R$ 1 milhão”. Já imaginou se vira moda?
Sem pena do velhinho - Estelizabel está mostrando por que foi a escolhida de Ricardo Coutinho para seguir seu projeto na Prefeitura da Capital: sua língua afiada. Avisada que Maranhão havia chamado sua campanha de “capenga”, a socialista rebateu: “Capenga é ele, que vem perdendo tudo. Ele que cuide do futuro dele”
Pra que ciúme? - Por falar em Estelizabel, a pré-candidata fez uma visita nesta segunda ao senador Cássio Cunha Lima, que está em solo pessoense. Nada demais, já que são de grupos aliados. Não é, Cícero?
Garotada no poder - Veneziano entregou título de “Bebê Prefeito” a um recém nascido de Campina Grande, em alusão a uma campanha do Executivo. A última vez que coisa parecida havia acontecido foi em 1989, quando o “meninão” Cássio recebeu das mãos do pai o diploma de prefeito.
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