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Paraíba

João Pessoa, 11/03/2012 - 15h03

Heron Cid

Olho no PT

Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), comentarista do quadro Pingo Quente, da TV Correio, colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. heroncid@maispb.com.br

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Finalizada a polêmica lista dos filiados aptos a votar no encontro interno do dia 18, o PT de João Pessoa agora vive sua contagem regressiva. Cada lado exibe projeções de vitórias a partir de levantamentos internos. Puro esforço retórico para impressionar e pressionar os seus militantes a não entregar o jogo antes do tempo.

Quando disse neste espaço que a definição intra-partidária do PT terá repercussão direta em todo o cenário eleitoral de João Pessoa, houve quem visse nessa observação exagero ou superdimensionamento do tamanho do partido. A questão não é o PIB eleitoral e sim o significado do PT na atual conjuntura.

Leitura compartilhada até pelo experiente e testado senador Cássio Cunha Lima, que admite mudanças no xadrez a partir do rumo a ser tomado pela maioria petista em breve. A vitória do grupo de Luiz Couto é vista pelo PSB como a grande vitamina para a consolidação do nome da pré-candidata girassol Estelizabel Bezerra.

Por outro prisma, se a tese de Luciano Cartaxo for vitoriosa, a incursão do PT no campo de jogo levará os técnicos dos outros times a repensar estratégias. Não que o partido seja a última coca-cola do deserto, mas o selo petista é quase um oásis para o palanque de Ricardo. Por todos esses aspectos, olhos para o PT.

Crença - O presidente estadual do PT, Rodrigo Soares, tem fé na vitória de Luciano Cartaxo. Soares garante que a tese já é majoritária nas direções estadual, nacional e municipal.

Projeção - Pelos cálculos do presidente municipal do PT, Antônio Barbosa, sua tese de manutenção da aliança com o PSB deve vencer com cerca de 250 votos de maioria.

O tamanho de Nonato Bandeira - O dia era da eleição da deputada Gilma Germano na direção estadual do PPS, mas a confirmação da pré-candidatura do jornalista Nonato Bandeira à Prefeitura de João Pessoa roubou a cena do Congresso Estadual da legenda. Pelo o que se viu ontem no Hotel Ouro Branco, Nonato exibe muito mais que vontade de ser candidato.

Liderança interna - O secretário de Comunicação mostrou capacidade de organização, aglutinação e liderança dentro do seu partido na Paraíba e prestígio junto à direção nacional do PPS. Só não foi ou é presidente da legenda por decisão e desprendimento próprios.

O simbolismo da presença - A fala do prefeito Agra pesou durante o Congresso. O socialista ressaltou as qualidades do “companheiro”, lembrou da fidelidade e participação de Nonato na construção do projeto girassol na Capital e no Estado. “Não poderia deixar de vir aqui”.

Lucidez - Presença no evento do PPS, o senador Cássio Cunha Lima optou pela ponderação. Exortou a base do governador Ricardo Coutinho a extrapolar a “ferramenta do diálogo”.


Nas entrelinhas - Em seu discurso, Nonato Bandeira pegou o mote. “Por mais doloroso que seja, o diálogo precisa ser feito. Exaurimos essa fase de diálogo com todos os partidos”.

Questão de honra - Ao visitar as obras do Centro de Convenções, o governador Ricardo pontuou: “Faremos tudo para concluir essa obra porque ela é estruturante. É sonho e aspiração da Paraíba”.

Questão de justiça - Até àqueles que não engolem Ricardo precisam reconhecer que a decisão de se tocar todas as obras dos antecessores, apesar de obrigação, é uma marca deste governo.

Convocação - Durante o café-da-manhã do Fórum dos Servidores, ontem, o presidente do Sindifisco, Vitor Hugo, conclamou as categorias a protestar contra o “desrespeito do Governo”.

Confiante - “É desespero e a vontade deles. Eu não vou desistir. Deus vai permitir que eu seja prefeito”. Do senador Cícero Lucena sobre a possibilidade de ser enquadrado na Ficha Limpa.

Arritmia  - O coração do deputado Damião Feliciano (PDT) acelera cada vez que ele pensa na eleição proporcional. “Vamos eleger no mínimo quatro vereadores em João Pessoa”.

Petardo - “Numa eleição a ‘sensibilidade’ de certos vereadores aumenta”. Indireta do secretário Lucius Fabianni às críticas da vereadora Raíssa Lacerda (PSD) à atuação da Sedurb.

Sangue - Pro revide da intrépida parlamentar: “Eu não vou me calar porque estou sendo procurada por mães com filhos sangrando. A orientação da Sedurb é pela violência”.

Revoada - O PSDB pode ser o desaguadouro de mais um dissidente do PPS. Depois da vereadora Eliza Virginia, o desgarrado deputado Janduhy Carneiro bate asas para o ninho tucano.

PINGO QUENTE - “Ser situação neste Governo é um sofrimento”. Do deputado Luciano Cartaxo (PT), para quem defender a Gestão Ricardo Coutinho é missão quase impossível até entre os deputados da base governista.

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