João Pessoa, 24 de Maio de 2013
Paraíba
João Pessoa, 28/02/2012 - 07h34

Por que será que a região do Brejo da Paraíba, tão
rica em recursos naturais, com abundância de água e
terra que dá de tudo, não sai do atraso? E por que será
que, assim como a água que corre para o mar, tudo
que os governos oferecem de bom escoam na direção
do Sertão e Litoral? Para o Brejo, apenas migalhas,
esmolas!
A disparidade entre Brejo e Sertão causa espanto:
no lado que dá de tudo, não há nada; na terra que não
dá nada, há de tudo. De tudo, dentro dos nossos miseráveis padrões de “desenvolvimento”, é claro. As ações
governamentais só beneficiam o Litoral e Sertão. Detalhe: o Brejo é a região mais próxima da Capital onde
fica a sede dos Poderes.
O governador Ricardo Coutinho anuncia a licitação para a construção de um turbilhão de obras. Ao
todo, somam em torno de meio bilhão de Reais. Quase
tudo para o Sertão e Litoral. Para o Brejo? Ora, alguma
coisinha, só!! Pra Serraria, minha terra, absolutamente
nada. Pra nós, o governador mandou um onibusinho
escolar. E nosso povo está tão acostumado com esmola,
que até soltou foguetão para comemorar...
Está na hora de o Brejo acordar; de renovar os seus
representantes na Assembleia Legislativa, que são de
mal a pior, com alguma honrosa exceção. Precisamos
acabar com essa história de votar em políticos de outras
regiões. A Assembleia Legislativa está lotada de deputados sertanejos eleitos com nossos votos. Precisamos
acabar com isso. Brejeiro tem que eleger brejeiro e que
esteja, de fato, comprometido com a nossa região.
Aí tem... - Já que perguntar não ofende: se o governador
Ricardo Coutinho pegou das mãos do seu antecessor,
Zé Maranhão, uma Paraíba financeiramente quebrada, como foi então que ele conseguiu amealhar tanto
dinheiro para investir em obras? E é porque teve uma
greve do Fisco pelo meio. Ah, perdão! Esqueci que o
TCE já tinha desmoralizado esse discurso de quebradeira quando aprovou as contas do governo passado.
Mídia digital I - A TV-UFPB e o Laboratório de Aplicações de
Vídeo Digital realizarão,
de 8 a 9 de março, o Fórum
Latino-Americano de Tele-
visão Digital. Em discussão,
inovações em aplicações
interativas para TV digital
desenvolvidas no Brasil e
na América do Sul.
Mídia digital II - E as experiências de
utilização do padrão brasileiro de TV digital aberta e
terrestre em países da América Latina. Inscrições estão
abertas no http://www2.
ufpb.br e são gratuitas. O
evento será realizado na
Estação Ciência, laaaaa no
final do Altiplano.
E daí? - No ninho tucano uma preocupação: pesquisas indicariam que o senador Cícero Lucena (PSDB), já atingiu
ao limite de empolgação do eleitorado, para prefeito de
João Pessoa. Empacou num ponto e não avança mais. E se
empacou muito à frente...
Em Brasília - O senador Cícero Lucena e José Maranhão têm encontro marcado, em Brasília, para discutir a conjuntura da
sucessão municipal em João Pessoa. Os dois são das oposições. O que mais se tem perguntado é: se juntarão? Com
quem na cabeça e na vice?
Protesto - No Aeroclube da Capital outdoor comemora o 17
de fevereiro: “Dia da Infâmia, Dia da Destruição e Dia da
Loucura. Ninguém esquece”. As ilustrações mostram o
antes, o durante e o depois que os tratores da prefeitura
passaram por cima de tudo.
Relógio - As horas na minha Serraria voltaram a ser
marcadas com poesia: depois de muito tempo parado, graças a forasteiros que não têm compromisso
com nossa terra, finalmente o sino do centenário
relógio da Matriz do Sagrado Coração de Jesus
voltou a bater.
Agradecidos - Serraria fica agradecida a todos aqueles que colaboraram, de alguma forma, para que o relógio fosse recuperado. Permita-me o cabotinismo: iniciei a campanha na
TV e no rádio. Não isso, o relógio jamais iria ser reativado.
Estava parado há muito tempo.
Japa I - Uma das histórias
pessoais mais curiosas da
Paraíba vai virar livro. A
de Eije Kumamoto, que foi
braço direito e armeiro do
Coronel Zé Pereira. Pai do
cardiologista Ítalo Kumamoto, ele chegou ao Brasil
por volta de 1918-1920.
Japa II - Em 1923, Eije foi levado para Princesa pelo coronel Zé Pereira. Sem falar português, foi comerciário, gerente de usina. Quando o Brasil declarou guerra a Alemanha-Japão a polícia tomou-lhe os documentos, que nunca mais teve. Legalmente não existia.
Aos vascaínos - Do genial Nelson Rodrigues, dramaturgo e cronista
esportivo fora do comum: “Eu vos digo que o melhor time
é o Fluminense. Podem me dizer que os fatos provam o
contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos”.
tesouradas@yahoo.com.br
» uma alo pra Hook lemos de itapotanga violao erudita muito obg e sou seu fâ de carteirinha adoro o seu quadro pena q acaba logo
» Você tem uma semelhança muito grande com o nosso Gilvan Freire. Vcs são parentes!! Na ipocrisia com certeza!!!!!!
» Cade a democracia tão falada por vc Wellington, faz dois dias que escreva minha opinião nesta coluna, e a mesma não é publicada! Vc é uma piada como jornalista , só porque é primo de Veneziano e Vital ( Oposicionista por intesse próprio)
» Não foi só o Brejo que foi preterido por esse pacotão de meio bilhão de reais. O Cariri Oriental da Paraíba também foi deixado de lado, dos 14 municípios apenas Cabaceira recebeu algo. Já os demais nada. Fico triste por minha amada Alcantil e todo o nosso cariri oriental. Enquanto Alcantil cobra por água, saneamento, estradas e emprego e renda, os ouvidos de nossos gestores não captam nosso clamor. Governador olhe para Alcantil e todo o guerreiro e destemido Cariri Oriental. Vamos a luta Wellington. Ô Tesourinha danada, corta feito a gôta!!!!!!!!!!!
» A ausencia de recursos para os municípios do brejo não deveria ser cobrada aos prefeitos do brejo? Wellington, cobras do teu prefeito, cobras do s prefeitos de Serraria, Arara, Solânea, Pirpirituba, Bananeiras, etc... Ai tem... Se o Governador tivesse comprado apoios de, meio mundo, prefeitos, de político será que sobraria grana para investimento em obras? O furo ta lá no fundinho!
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