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Paraíba

João Pessoa, 31/12/2011 - 14h25

Heron Cid

Um papel decisivo

Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), comentarista do quadro Pingo Quente, da TV Correio, colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. heroncid@maispb.com.br

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Todo o governo tem seu formulador de estratégias. As ações deflagradas em vários campos são responsáveis por imprimir marcas de gestão. E quando o engenheiro da construção dessa imagem tem que conviver com um cenário adverso de crises políticas e base fragmentada, como foi o caso desse primeiro ano dos girassóis?

Foi esse o desafio tocado nessa fase inicial pelo secretário Nonato Bandeira, instado pelas circunstâncias a entrar em partida de jogo renhido, com uma imensa torcida contrária e sendo obrigado a defender e atacar ao mesmo tempo, sem descuidar dos lances e jogadas dos adversários, fora o pesado “extra-campo”.

Originário da coordenação de seguidas campanhas vitoriosas, agiu em várias frentes, apagando incêndios além das fronteiras de sua pasta. Foi pro front nas batalhas travadas pelo governo durante o belicoso ano de 2011, marcado por greves e trincheira. Como todo estrategista de feeling e plugado no projeto macro, também não se furtou a guiar mísseis e contra-ataques, quando julgou necessário à vitória no combate.

Por necessidade da conjuntura, naturalmente alçou a uma espécie de primeiro-ministro. Não pela pompa do cargo, mas por agir como oficial de brigada, com a discrição de soldado raso. Virou instância recursal das lideranças cujos pleitos sãos indeferidos nas ‘comarcas’ do governo. Jamais ávido pelos holofotes do poder, mas uma peça essencial à sombra do chefe. Um auxiliar consciente do seu tamanho e lugar.

Guilhotina - Cabeças devem rolar na reforma do secretariado do prefeito Luciano Agra. Se eu fosse um dos “cabras marcados” já teria me adiantando para diminuir o constrangimento.

Imagem - De posse de avaliações internas e externas, Agra, que tem como portfólio da reeleição sua gestão, quer melhorar o desempenho de setores e serviços essenciais à população.

Âncora na praia - O presidente da Câmara de João Pessoa, Durval Ferreira, mantém a bússola bem perto da mesa de seu arrojado gabinete. Cortejado silenciosamente pelo PSB e por emissários de Cícero Lucena, o vereador do PP prefere aguardar a tábua das marés, antes de erguer a vela do seu barco no oceano de uma candidatura a vice ou a reeleição.

Filtro perigoso - O secretário de Obras, Alex Azevedo, defende que o nome do PMDB e de Veneziano na sucessão em Campina Grande tenha história, trabalho, coerência, dignidade pessoal e convergência. Quem ouviu acha que a regra sugerida pode tirar autor do páreo.

Tudo ou nada - Todos os venezianistas consultados pela Coluna encaram a eleição de 2012 na Rainha da Borborema como decisiva para o projeto político da família Vital em 2014. Em caso de insucesso, Veneziano pode adiar o sonho de disputar, com chances reais, o Palácio.

Dinheiro desprezado - O secretário do Desenvolvimento da Articulação Municipal, Manoel Ludgério, contactou a Coluna para comentar o ‘desprezo’ de Veneziano pelo convênio com o Pacto Social.

Alfinetada - “Quando ele pediu, achou que o governo não daria. Achou que as praticas eram as antigas. O dinheiro foi liberado, sequer foi buscar.”, disse Ludgério sobre os R$ 168 mil desprezados.

Caso do DJ Ota - Aliás, o ano pode não começar tão bem pra Vené. A pedido do vereador João Dantas (PTN), a Comissão de Recesso da Câmara será acionada para averiguar a denúncia dos livros.

Lavagem - “O que nos chega de notícia indicam uma espécie de lavanderia para irrigar o ‘regoduto’. Vamos levar o assunto ao Ministério Público”, provocou o corrosivo João Dantas.

Roteiro - O vereador adiantou que antes de acionar o MP, a oposição pretende estancar os meios de investigação legislativa e pedir informações ao prefeito e ao secretário Flávio Romero.

Candinhas - A articulação do governo identificou os deputados que atravessavam a Praça João Pessoa só para levar e trazer fuxicos e intrigas entre o governador e o deputado Ricardo Marcelo.

Reza - O deputado Frei Anastácio (PT) espera a sanção do governo ao seu projeto de lei que prevê o pagamento de vale-refeição aos servidores que recebem até dois salários mínimos.

Trocadilho - “Jampa quer japa”. Slogan em forma de brincadeira sugerido aos amigos mais próximos pelo médico Ítalo Kumamoto, pré-candidato do PSC à Prefeitura de João Pessoa em 2012.

Incremento - O Orçamento 2012 da Capital prevê maiores investimentos em educação e saúde com um percentual de 27,4% e 18,2%, ambos acima do mínimo obrigatório previsto na legislação.

Roda viva - Em Cajazeiras, só se fala na iminente união de forças do ex-deputado Jeová Campos (PT) com o ex-prefeito Carlos Antônio de Oliveira (DEM). São as voltas e guinadas da política.

PINGO QUENTE - “As duas não se unirão num possível segundo turno”. Do ex-deputado Walter Brito Neto (PMDB) se metendo a fazer previsões sobre o futuro de Daniella Ribeiro (PP) e Tatiana Medeiros (PMDB).

Reprodução do Jornal Correio da Paraíba  

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03/jan às 20h47 - 

maria de fatima de moura (mouraf2006ig.com.br):

» Olá Heron Cid, voce também aderiu ao governo. Jornalista quando age dessa forma tem algo errado. Ai do povo, pois infelizmente nao tem uma imprensa LIVRE, mais sim atrelados a FAVORES OU DIVIDAS DOS DONOS DE JORNAIS E TVS COM O GOVERNO. ou jornalistas comprometidos, não com a população, mais com seus interesses. mais isso não é só na Paraiba, mais em todo o Brasil. A corrupção esta em todos os lugares, mais todos esconde por baixo do tapete. O povo esta orfão de quem os defendam.

03/jan às 20h41 - 

maria de fatima de moura (mouraf2006ig.com.br):

» Nossa, o Jornal o Correio da Paraiba e seus comentaristas não sabe ser oposição. só sabe ser governo. antes Ricardo nao valia nada, agora esta bonzinho. Até o Helder Moura que no inicio era critico e de repente lhe deram férias, e depois ele voltou feito um cordeirinho, agora é só elogias ao governo kkkkkk. Roberto Cavalcanti deve muito imposto ao governo, nao pode criticar muito.