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Paraíba

João Pessoa, 11/12/2011 - 08h54

Heron Cid

PT: falta desprendimento

Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), comentarista do quadro Pingo Quente, da TV Correio, colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. heroncid@maispb.com.br

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A quem interessa um PT esfacelado, rachado em duas bandas, que divididas representam pouco na hegemonia política local? Obviamente, somente às grandes legendas deste estado e as principais forças políticas que fortalecem seus projetos atraindo os cacos remanescentes das brigas internas da legenda outrora vanguardista.

Embriagadas pelos interesses mais imediatistas, os dois grupos terminam servindo aos interesses externos e se esquecendo de fazer internamente o dever de casa. No calor da guerra inócua, esquecem de ponderar reflexões mínimas.

Onde erra a ala de Rodrigo Soares? Ao tentar reproduzir, via atuação da bancada na Assembleia, o embate de 2010. Uma postura revanchista disfarçada de fiscalização e combatividade. O correto seria resgatar a sobriedade da independência, revezada com críticas e contributo construtivo, sem vestir a carapuça maranhista.

Onde deslizam os coutistas? Ao ignorarem reflexão comedida sobre o quadro, onde o partido pode ficar fora da chapa e virar mais uma vez mero coadjuvante. Erra ainda por não debater a eleição em dois turnos, caminho para a negociação racional.

Exemplo prático: E se Couto propusesse a saída da bancada petista da oposição a Ricardo, retribuindo com apoio a Cartaxo? E se a ala de Rodrigo topasse, em caso de insucesso, votar em Agra no segundo turno? Impossível? Se a resposta dos dois lados for “sim”, de fato, ambos só estão pensando mesmo no próprio umbigo. E não no PT.

Impressões - O presidente do PT, Rodrigo Soares, acha que seu agrupamento já deu um gesto a Luiz Couto, quando abriu mão de representá-lo por infidelidade no diretório nacional.

Impressões II - O grupo de Luiz Couto vê a candidatura de Luciano Cartaxo como travestida represália à dissidência pró-PSB e inconformismo de Rodrigo com o saldo da derrota nas urnas.

Vené vê sinuca de bico pra Cássio - O prefeito Veneziano Vital enxerga, internamente, que o cenário de baixa aprovação do governo Ricardo em Campina Grande deve entrar no somatório ao seu projeto de continuidade administrativa. Na lógica de Vené, o grupo Cunha Lima será cobrado na campanha de 2012 pelo o “ônus” de avalista de Ricardo na cidade.

As discordâncias dos leitores - O leitor Edmundo Moura (moura.edmundoyahoo.com.br) detonou a opinião (publicada na coluna da última quinta) de Luiz Carlos Fernandes, candidato a dentista, que esnobou da pesquisa de avaliação da Consult. “Veja que desequilíbrio o julgamento desse Tiradentes...”

Edmundo faz as contas - “As classes que ele afirma não terem sido pesquisadas: Fisco, defensores públicos, a turma do trauma, a Polícia, enfim, um universo de doze mil pessoas, todas funcionárias. Falta dizer que o Estado tem um pouco mais gente do que isso aí: mais de 3 milhões de pessoas”, raciocina.

Superficialidade - Reservadamente, expoente do time venezianista considera superficial o trato da deputada Daniella Ribeiro (PP), pré-candidata a prefeita de Campina, aos grandes temas da cidade.

Discrição - Ativo fomentador de estratégias e formulações no grupo coutista, o superintendente do Sebrae, Júlio Rafael, tem optado pelo comedimento nos últimos dias, para preservar o cargo.

Metamorfose - Em Campina Grande, tem petista que abriu esdrúxula dissidência, fez campanha aberta pra Rômulo Gouveia (PSDB) e hoje exibe carteirinha do fã clube do governo Veneziano.

Direito - O promotor Carlos Romero Paulo Neto lançará terça-feira, em Campina Grande, o livro “A Decisão Constitucional Vinculante”. A solenidade está marcada para às 16 h, no “Hall”.

Balançando - O fenômeno político da “Primavera Árabe”, que derrubou governos no Oriente, parece soprar ventos até nas ditaduras da iniciativa privada paraibana, onde novas flores devem brotar.

Candidatíssimo - Ninguém tira da cabeça do prefeito Marcos Odilon e da primeira-dama Ana Lúcia a viabilidade de aposta no dinamismo do ex-deputado Quinto na sucessão municipal em Bayeux.

Desleixo - Entretanto, aliados do casal acusam erro estratégico o desinteresse para com a disputa em Santa Rita, quando o grupo tem potencial de decidir as eleições. A maioria vota em Adones.

Noutra órbita - Coincidência ou não, após a investigação do MP do Rio Grande do Norte que identificou ligações da Planet Business com a Paraíba, o ex-governador Maranhão saiu do noticiário.

Vacilo - Um bilhete manuscrito e assinado de próprio punho em pleno auge da campanha de 2010, com conteúdo nada republicano, pode vir à tona e causar o maior rebuliço na ágora paraibana.

A pergunta é... - A crônica do racha do deputado Manoel Júnior (PMDB) com sua tia, Clarice Ribeiro, começou com os elogios da prefeita de Pedras de Fogo ao Pacto Social do governador Ricardo?

PINGO QUENTE - “Paguei preço altíssimo e ainda sofro conseqüências por apoiar Veneziano”. Do ex-deputado Walter Neto pedindo compensação em forma de apoio ao seu projeto-sonho de ser o candidato do PMDB, uma fatura já praticamente liquidada.  


*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba

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11/dez às 13h33 - 

Pedro Filho (org.filhohotmail.com):

» Ao PT da Paraiba, falta votos.

11/dez às 11h17 - 

Joaquim Beloarmino (beloarminogmail.com):

» Meu caro Heron Cid, a famigerada disputa por poder foi o estopim do rompimento de Clarice Ribeiro com Manoel Juniuor, foi Clarice quem se pronuncoiu com rompimento! Alguns questionamentos, o filho de Clarice Sr. BRUNO é candidato a prefeito em Itambé, um cara que não trabalha portanto não possui renda, de onde vem os recursos para campanha? O vice de Clarice Sr. Sérgio Figueiredo é candidato a prefeito em Pedras de Fogo, de onde vem o patrocínio se ele é hoje o secretário de finanças! Eis a causa do rompimento com Manoel Junior o famigerado PODER, mater-se no PODER. Um abraço, amigo.