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Paraíba

João Pessoa, 17/10/2011 - 08h53

Heron Cid

O que falta à Oposição

Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), comentarista do quadro Pingo Quente, da TV Correio, colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. heroncid@maispb.com.br

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A ausência de diálogo mais arejado da parte do Governo com setores da sociedade e da política mereceu recente observação da coluna. A crítica nos empresta autoridade para também cobrar da Oposição postura altaneira e contributo mais producente, diferente da atual reedição do palanque armado em 2010.

A Oposição ao Governo Ricardo tem se resumido aos ataques impiedosos, alguns até adoçados do caráter de fiscalização salutar, mas a maioria movida tão somente pela disputa político-partidária e antecipação do calendário eleitoral.

Quando critica e estica a corda contra o modelo de gestão pactuada na saúde, a Oposição deveria sacar uma alternativa viável e apresentá-la ao Governo e a sociedade. Ora, o mister de quem se contrapõe politicamente não se restringe a tarefa de apontar supostos erros. A coletividade espera muito mais dos homens públicos.

Se Ricardo peca por se fechar à distensão, a Oposição sucumbe do seu relevante papel cada vez que exagera e puxa o debate para o cunho pessoal, às vezes partindo para o baixo nível, quando a Paraíba espera grandeza de ambos os lados.

Em nove meses da nova gestão, é possível colecionar uma seleção de adjetivos utilizados por deputados de Oposição para achincalhar o governador e seu Governo. A ira irracional no lugar da postura arrazoada só diminui quem dela se utiliza e apequena as grandes e inadiáveis discussões da Paraíba.

É preciso lembrar que o eleitor está atento: quer resultados do Governo, com todo o direito, e saberá julgá-lo em caso contrário, mas não perdoará os profetas do caos ou àqueles que só vivem de ocupar tribuna para desafogar suas frustrações políticas.

Cantilena - A Oposição deve gastar toda sua munição esta semana metralhando o Governo por causa da parceria firmada com mais uma organização social na saúde.

Convênio - O Círculo do Coração, entidade tradicional e respeitada em Pernambuco, vai auxiliar os hospitais da Paraíba no atendimento à cardiologia infantil congênita.

O traçado do Círculo - A entidade sem fins lucrativos foi fundada em julho de 1944 pelos integrantes da Unidade de Cardiologia e Medicina Fetal do Real Hospital Português, em Recife, um dos mais renomados do país. O Círculo trabalha no tratamento de cardiopatia infantil, campanhas de prevenção e formação continuada aos profissionais da área.

Metas e bonificações para os professores - Do leitor Carlos Pinto (carllospinto01@yahoo.com.br) sobre o 14º salário do Programa de Educação Exemplar. “Sou professor, já fiz vários projetos pedagógicos e esta é a primeira vez que um governante pode reconhecer o meu trabalho numa grande escala”.

Correndo atrás dos números - Pesquisas internas encomendadas pelo PT vão definir as estratégias a serem adotadas para inserção mais planejada do deputado Luciano Cartaxo, em João Pessoa. Os defensores da tese sabem que só o crescimento expressivo de Cartaxo pode unir o PT.

Gelo - Aliados do deputado Luiz Couto reagiram com indiferença à ameaça de reativação do processo de infidelidade, que dorme na Comissão de Ética do PT Nacional.

Cócegas - “A própria direção nacional já arquivou esse processo. Não há nenhum interesse nessa briga”, minimizou Jackson Macêdo, vice-presidente do PT de João Pessoa.

Acachapante - Segundo a coluna conseguiu captar, no diretório do PT pessoense o placar é de 21 a 16 pela aliança com o PSB. Na Executiva, a diferença é de nove a quatro.

Sonho de consumo - Pétala do girassol garante que a secretária Estelizabel Bezerra chegou a sonhar no posto de candidata a prefeita. Com o Plano A vigorou, o B ficou só no sonho.

Omo total - Candidato a deputado mais votado em Itaporanga, Expedito Leite (PSC) vai disputar a prefeitura contra Antônio Porcino. E lembra: “Eu sou ficha limpa”.

Pista - O prefeito Veneziano Vital evita, mas sempre deixa no ar o xadrez que traça. “A política acompanha a administração. Os nomes serão conseqüências”.

Sobrecarregado - Cotado nos bastidores, Veneziano desconversa sobre o interesse pela presidência do PMDB. Alega que, mergulhado na eleição de Campina, não teria tempo.

Sem apetite - O atual presidente do PMDB, Antônio Souza, não será pedra no caminho na renovação do diretório. Toinho nem ensaia qualquer interesse em brigar pelo cargo.

Juramento - O deputado Manoel Ludgério (PSD) seguiu as recomendações da Igreja. Cuidou da doença (forte virose) da esposa e vereadora Ivonete Ludgério (PSD).

Pelos cotovelos - Sem pudor, pré-candidato a vereador do PSB rasga nos bares onde freqüenta ter apoio de gente graúda do coletivo. E ainda esnoba: dinheiro não lhe faltará.

PINGO QUENTE - “Diogo e eu vamos estar juntos na eleição de 2012”Do deputado Romero Rodrigues (PSDB) exorcizando as especulações de que estaria esquentando o banco (2012) para Diogo Cunha Lima na sucessão em Campina.

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba

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18/out às 01h09 - 

Pedro Marques (pedromarquesyahoo.com.br):

» Eu te entenderei Ricardo ao final dos 4 anos! E agradecerei pelo remedio amargo! Avante!

17/out às 21h09 - 

Joaquim (beloarminomail.com):

» “Eu não consigo entender Ricardo Coutinho. Por mais que eu possa pensar sobre o atual gestor da Paraíba ou até mesmo pensar que entendo Ricardo, continuo pensando que não entendo o Governador. Pensando bem acho que Ricardo também não se entende, se é que você me entende. Será que o atual gestor da Paraíba, Ricardo Vieira Coutinho nos entende?” Ele veio dos “movimentos sociais” do meio do povo, forjado nas lutas e obstinado a vencer! Não teve nada de família tradicional, oligárquica, nem filho de coronel. Quantas vezes o vimos nas ruas, nas esquinas, nas praças, por trás de um microfone, a frente de um carro de som, lutando por algo que acho que Ele acreditava... Mas a decepção veio a jato, com força, com arrogância, quase um ditador! Fico a pensar, como pode alguém mudar tanto? Ou Ele era assim mesmo e não percebíamos? Demissão de milhares de servidores, perseguição, corte em gratificações, greve de policiais, de professores, de médicos, contratos de aluguel de ambulância acima do preço, terceirização da saúde, cooptação a parlamentares, greve de auditores fiscais e no mais a saúde, a educação e a segurança nestes dias, que são serviços essenciais a sociedade paraibana ainda espera por grandes melhoras, isso tudo é lastimável. Há o PODER, esse sim deve ser o culpado por tão indescritível transformação, mas o PODER emana do POVO! E para entender Ricardo, temos que primeiro que entender o POVO!!! Na verdade a culpa por tudo isso é nossa, o POVO...