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Paraíba

João Pessoa, 10/10/2011 - 06h47

Luiz Renato Pontes

Rio+20

Professor e pesquisador da Universidade Federal da Paraíba - professorluizrenato@gmail.com

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A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio +20, será realizada no Rio de Janeiro no próximo ano. O Rio+20 é uma referência à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento que aconteceu em 1992 no Rio conhecida por Cúpula da Terra, ECO ou Rio 92, considerada a mais importante conferência ambiental mundial.

Espera-se reunir, neste evento, governantes de 192 países, organizações não governamentais do sistema das nações unidas, movimentos sociais, redes, cientistas, sindicatos, etc. para tratar de temas como: desenvolvimento sustentável e economia verde.

Economia verde, segundo o Programa das Nações Unidas para o meio Ambiente (PNUMA), é definida como “uma economia que resulta em melhoria e bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente riscos ambientais e escassez ecológica. Em outras palavras, uma economia verde pode ser considerada como tendo baixa emissão de carbono, é eficiente em seu uso de recursos e socialmente inclusiva”.

O embaixador André Côrrea do Lago, negociador-chefe do Ministério das Relações Exteriores para a conferência, no Fórum Nacional, organizado pelo economista João Paulo Reis Veloso, afirmou, com relação ao Brasil: "Nós estamos muito mais próximos de uma economia verde do que qualquer um dos outros Brics [Brasil, Rússia, Índia e China]. O Brasil já é o melhor entre os países em desenvolvimento, mas pode ser muito melhor”.

Além de estar na pauta da conferência um modelo de economia verde, outros temas importantes serão discutidos como, promover o desenvolvimento sustentável levando em consideração o meio ambiente, mas com inclusão social e erradicação da pobreza no mundo.

Apesar da expectativa positiva com relação a essa conferência devemos entender, sobretudo, o evento como um processo de evolução da consciência dos diferentes governos e da sociedade para questões que dizem respeito à sobrevivência de toda humanidade, assim como um novo espaço para sociedade civil. Entretanto, interesses internacionais de governos e fatores externos podem fazer avançar ou não as questões na conferência.

Fatores externos e interesses de grupos resultaram no fracasso da Conferência em Johannesburgo, dez anos após a ECO-92. O evento que tinha como objetivo principal rever as metas propostas pela Agenda 21 foi marcado pelo problema no Oriente Médio e pela formação de blocos de países liderados pelos Estados Unidos.

A Rio+20 é mais uma oportunidade para discutirmos um planeta sustentável, mais humano, mais igualitário, com mais inclusão social, mais solidário, capaz de abrigar as futuras gerações.

*Luiz Renato de Araújo Pontes - Professor e pesquisador da UFPB luizrenato@reitoria.ufpb.br


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