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Paraíba

João Pessoa, 15/08/2011 - 10h47

Heron Cid

Ladeira abaixo

Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), comentarista do quadro Pingo Quente, da TV Correio, colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. heroncid@maispb.com.br

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O extrato da Assembléia Geral da Unimed João Pessoa deixou seqüelas abissais no domínio até então absoluto do presidente da cooperativa, doutor Aucélio Gusmão. É que os principais itens da pauta, causadores de incômodo à direção, passaram sem dificuldades na votação avassaladora dos cooperados.

A contratação de auditoria externa e assessoria jurídica independente para os Conselhos Fiscal e da Administração era encarada como afronta pelo presidente. Por isso, Aucélio tentou evitar com todo o empenho esse dissabor. A aprovação desses pontos está sendo encarada como um sinal contundente dentro da empresa.

A liderança absoluta e a base do controle integral de Aucélio foram abaladas pelas fissuras geradas na Assembléia. Quem acompanhou a “plenária” viu que era nítido o clima de abatimento do presidente. Nem de longe era o doutor Aucélio de outrora.

Enfraquecido, o dirigente do maior plano privado da Paraíba, dono de pelo menos 120 mil usuários, será obrigado a se submeter a investigações, antes amortecidas pelo senhorio, autoridade e poder muito timidamente questionados.

Se durante a Assembléia, o doutor Aucélio já não esboçava o mesmo fausto de outros tempos, de hoje em diante o regime instalado há 12 anos na cooperativa entra no ciclo da contagem regressiva. Seja pelo desgaste natural. Seja pela insatisfação dos cooperados com o modelo visivelmente avariado de gestão. Mas o doutor Aucélio tem algo a comemorar: o usuário ainda não tem direito a voz nas assembléias.

Nepotismo - Agora, talvez a cooperativa encontre terreno para questionar a predileção do doutor Aucélio por dois cunhados em cargos de gerência na Unimed.

Privilégios - Pode ser que os cooperados tomem coragem de perguntar por que ao passo que mantém altos salários dos comissionados o doutor aplica pró-rata de 12%.

Talibã lendo a cartilha budista - Ferrenho opositor do Governo, o deputado Anísio Maia (PT) percebeu que tem aparecido muito na imprensa, mas sempre tratando ou colando sua imagem a temas negativos. O petista não abre mão de manter o estilo, mas deve deflagrar fase de discursos proativos e com conteúdo desenvolvimentista. Estava na hora mesmo.

A lista dos debates - Anísio apresenta amanhã na Assembléia a proposta da realização de um seminário de desenvolvimento da Paraíba. Agricultura familiar, comércio e micro-empresa, ciência e tecnologia e novas fontes de energia estão entre os temas da série de debates.

Diálogo e contributo - “A crítica precisa e deve ser feita para guiar e alertar os governantes, mas nosso papel é também extrair das discussões a colaboração e as sugestões para construção de propostas de desenvolvimento. Essa missão eu quero abraçar”, resumiu Anísio.

Oficial - Por telefone, o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo Pereira, convidou o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) a mudar de partido.

Conversão - O dirigente cristão e o deputado peemedebista ficaram de marcar uma conversa pessoal em Brasília para tratar da questão. Manoel pode sair convertido.

Virando opção - Aliás, devagarzinho o PSC vai ganhando terreno. Já registrou 90 comissões provisórias e quer chegar a 150 até setembro, segundo Marcondes Gadelha.

Calo - A nomeação do novo superintendente do Ibama deve demorar. No meio do caminho do petista Antônio Barbosa tem uma pedra chamada PMDB.

Só com consenso - Informações de Brasília dão conta que a Casa Civil já mandou um recado para o PT e o PMDB. As indicações só saem no Diário se houver acordo.

Mala arrumada - Dia 12 de setembro. Esta é a data definida para filiação de um peemedebista conhecido de João Pessoa noutro partido da base da Oposição na Capital.

Fica - O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, mexerá na equipe de Governo. Diferente do especulado, Coriolano Coutinho se mantém no comando da Emlur.

Analgésico - Agra vai fazer mudanças na Secretaria de Educação, especialmente no setor de licitações, foco de algumas dores na cabeça da gestão socialista.

Feijão - O presidente do PSB, Edvaldo Rosas, classificou como “requentada” a denúncia da Veja. “Polícia Federal e MP já atestaram a inocência da Prefeitura”.

Recomendação - A convenção estadual do PSD, marcada para 12h, hoje, seria mais adiante, mas foi antecipada a pedido de Kassab para apressar a homologação no TSE.

PINGO QUENTE - “E quem nunca comeu feijão requentado”? Do ex-deputado Major Fábio (DEM), que não digeriu a acidez da Nota do PSB contra a reportagem da Revista Veja, deste final de semana.

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba

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