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Paraíba

João Pessoa, 23/07/2011 - 09h51

Heron Cid

Porque o PT não se une...

Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), comentarista do quadro Pingo Quente, da TV Correio, colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. heroncid@maispb.com.br

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Aquele velho PT de outrora, de lutas e causas da Paraíba da década de 80, não existe mais. O partido cresceu é bem verdade. Mas ainda está longe do que poderia ser na política paraibana. Bastava reproduzir em 10% o crescimento nacional.

Originalmente formado por diversas tendências, a divergência corre nas veias do PT. Aliás, é isso que mantém a legenda viva. Uma raridade na vida política partidária paraibana, onde a maioria dos espaços serve de aluguel ou de abrigo familiar.

Na Paraíba, o PT decide, mas não se une. A corrente derrotada não se rende às teses majoritárias e o partido segue amargando um racha interno e deixando de aumentar de tamanho. A guerra no PT está longe dos princípios. É por “espaços”.

No Governo Maranhão III, o grupo de Luiz Couto rachou porque ficou de fora da fatia abocanhada exclusivamente pela ala liderada por Rodrigo Soares e Cia. O que fez Couto? Agarrou-se na candidatura do PSB para garantir espaços futuros.

No Governo Ricardo I, a situação se inverte. A procissão do padre está toda na Igreja do Mago, e a turma da outra banda petista ficou sem a chave do depósito das hóstias. Toda a rebeldia de Luiz agora foi transferida para Luciano, Anastácio e Anísio.

Em João Pessoa é a mesma coisa. O PT de Agra luta para manter ou ampliar os espaços na gestão municipal, enquanto o PT alinhado ao maranhismo só quer saber de candidatura própria porque não tem as mesmas regalias. E assim vão seguindo os “trabalhadores” do partido. Em busca de empregos.

Divergência - Integrante da ala da candidatura própria, o deputado Anísio Maia (PT) discordou dos aliados que abandonaram a reunião do diretório municipal.

Bobagem - “Aquilo foi uma tolice. A resolução aprovada não foi até sensata. Eles vão rever isso”, criticou Anísio, censurando a atitude de Rodrigo e Luciano.

Macêdo e a matemática do professor Castilho - Após aprovação da Resolução que barra, por enquanto, a candidatura própria, o vice-presidente do PT de João Pessoa, Jackson Macêdo fez questão de telefonar ao colunista só para provocar o ex-presidente, Anselmo Castilho. “Ele disse na sua coluna que essa tese teria 22 votos de maioria. Ele gazeava as aulas de matemática no João XXIII”.

Em João Pessoa e alhures - “Por que o grupo de Rodrigo Soares não defende também candidatura própria em Campina Grande, onde o partido é aliado do prefeito Veneziano, do PMDB”? Pergunta do superintendente do Sebrae, Júlio Rafael, aos defensores da postulação de Cartaxo.

Rodrigo, o PT e os resquícios do passado - O presidente estadual do PT, Rodrigo Soares, tentou amenizar a crise interna, revelou crença na unidade partidária e atribuiu indiretamente às divergências a certos setores da política que “estão há 20 anos trabalhando pela discórdia”, numa alusão a Ricardo.

Tudo passa... - Nas últimas horas, houve quem lembrasse os adjetivos impublicáveis utilizados por Luciano Cartaxo no auge da mágoa com Rodrigo.

Campo aberto - Defensores da candidatura própria do PT juram que pesquisas de consumo interno mostram cenário semelhante ao de Ricardo em 2004.

Palanque armado - O deputado Luiz Couto (PT) aconselhou a bancada estadual do PT a aceitar o resultado de 2010. “Não tem terceiro turno. Acabou a eleição”.

Convergência - Na esteira da opinião da coluna de ontem, o senador Wilson Santiago (PMDB) defende diálogo da bancada e do Governo pelas vítimas das chuvas.

Pela Paraíba - “É preciso participação mais efetiva do Governo Federal nessas ações, o que será viável com a unidade do Governo e bancada”, pregou Santiago.

Boato - O deputado Domiciano Cabral (DEM) negou articulação para criação de um bloco independente na base governista. “Isso não existe”.

Alívio - O ex-superintendente do DER, Inácio Bento Morais, comemorou a aprovação no TCE de suas contas referentes ao exercício de 2007 e 2008.

Oxigenação - Depois de 20 anos, Assis Camelo perdeu o comando da Associação dos Procuradores da Paraíba para Sanny Japiassú. “Agora é um novo momento”.

Olho aberto - O Balanço Geral (Correio FM) lançou ontem na Epitácio Pessoa a campanha Anjos da Vida, onde o cidadão será fiscal voluntário do trânsito.

Negatividade - A propósito da coluna de ontem, a leitora Brênia Brito registra. “Além do nome do Estado, também tem nossa Bandeira com o Négo”.

PINGO QUENTE - “O meu coração diz que sim e a razão diz que não”. Da secretária Laura Faria à Politika, fazendo charminho sobre a sua já sacramentada decisão de disputar a vereança em João Pessoa.

*Reprodução do Correio da Paraíba

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