João Pessoa, 25 de Maio de 2013
Paraíba
João Pessoa, 06/06/2011 - 11h55


Pode ter passado despercebido para alguns, mas aos meus olhos não. Vou direto ao assunto: o Palácio da Redenção não oferece a menor segurança ao governador Ricardo Coutinho. A absurda constatação foi confirmada na última semana quando dezenas de militantes invadiram, com a facilidade de quem estoura os portões de uma ‘mega liquidação’, o que deveria ser o reduto instransponível de um Chefe de Estado.
Não é minha intenção aqui julgar os métodos empregados pelos professores em seu protesto, muitíssimo menos achar que esses honrados profissionais poderiam por em perigo a integridade física do governador. A reflexão que fica é: qualquer um infiltrado na multidão (armado) estaria a poucas portas de ficar frente a frente com aquele, que, em nome da democracia (e da Constituição), deveria ter a vida preservada a todo custo.
Quem pôde ver as imagens do instante da invasão testemunhou o quão frágil é o aparato de segurança que “supostamente” deveria garantir a integridade do Chefe do Executivo e do próprio Palácio. Sorte que foram professores, por que se fossem outros grupos (dos que andam até com foices) não teria sobrado ali ‘pedra sobre pedra’.
A impressão que fica é que aquela imponente construção deixa de ser um Palácio para se tornar literalmente a “Casa de Noca”, onde entra quem quer e do jeito que quer.
Acho bonito demais aquele uniforme pomposo, com lenço brancos pendurado no pescoço, da guarda oficial do Palácio. Pra turista bater foto é uma beleza...
Vendo estarrecido a “casa” do governador invadida e transformada ‘naturalmente’ em um campo de batalha (qual o centro de vivência da UFPB), fico a me perguntar como devem se sentir ‘Dona Maria’ e ‘Seu Zé’ em sua casinha de uma porta e uma janela naquela tenebrosa favela de um bairro qualquer. Se até o Palácio é invadido, amigo velho, tem como o cidadão comum se sentir seguro?
Antes da enxurrada de ironias a me questionar ‘se desejo que o Estado ponha um policial na frente de cada casa’, rebato de pronto que não é a mim quem devem perguntar como deve ser prestada a segurança à população. Minha função na sociedade, além de informar, é suscitar a reflexão (mesmo que com posições das mais ferinas).
Então vamos refletir...
Segundo o escritor e pesquisador Zuenir Ventura, em seu livro “Cidade Partida” (que retrata a evolução da violência carioca), há 70 anos o Rio de Janeiro vivia as mesmas cenas de violência e insegurança que testemunhamos em nossa Paraíba.
Não por coincidência, naquela época, bandidos apareciam mortos misteriosamente por homens encapuzados; o uso de drogas arrebatava jovens dos braços de suas famílias; as comunidades passavam a se fechar quase como quarteis, onde quem dava ordem era o “chefe do pedaço” (batizado depois como “o dono da boca”). Então, os fatos se relacionam com o que vive nos últimos anos João Pessoa e até Campina Grande ou eu estou viajando, “mô fí”?
Espero que a realidade carioca não bata à nossa porta, ao invés de em 70 anos, em '7': 2012, 2013,...2017 e 2018 (Eita, ano de eleição pra governador!).
“Parem o mundo que eu quero descer” (Silvio Brito, compositor e músico)
Só pra ilustrar: vídeo do momento da ocupação do palácio
» BAJULADOR E NÓS COMO ESTAMOS? SEUS FAMILIARES COMO ESTÃO? BABÃO NOJENTO.
» EITA NOTINHA DE BAJULADOR FEDORENTO, O GOVERNADOR CORRE PERIGO? E NOS CARA JORNALISTA? PORQUE ESSE GOVERNADOR NÃO BOTA POLÍCIA NAS RUAS? PORQUE A CONIVENCIA COM OS CRIMINOSOS? PORQUE O JORNALISTA É BAJULADOR E BABA EGGS ? MUNDIÇAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!
» Nobre jornalista, voce esta enganado, quem corre perigo de morte somos nós, o povo, pense, analise, compare, tivemos no passado governos com este comportamento, governos ant - idemocraticos, tem muita gente neste governo que acha bonito: Fidel, Hugo, Kadafi. Sadam, Hitler e tantos outros nesta linha, este governador adora este governantes quem não sabe disso. Vamos torcer pra este periodo passar logo.
» voce tem razão, era para o governador fazer igual ao governo do rio de janeiro,mandar prender todos para que aprendam a lição. lote de..............................................
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