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Paraíba

João Pessoa, 24/02/2011 - 08h21

Heron Cid

Quando o “pequeno” é a parte

Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), comentarista do quadro Pingo Quente, da TV Correio, colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. heroncid@maispb.com.br

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Qual foi a liminar mais justa no Caso do Aeroclube. A do juiz da 7ª Vara que deu a Prefeitura da Capital a posse do terreno ou a decisão suspensiva do presidente do TJ, Abraham Lincoln da Cunha Ramos? Para os leigos, feito este singelo escriba, a escolha de uma das alternativas depende muito das percepções pessoais.

A polêmica em torno da desapropriação do Aeroclube do Bessa por si só chama o público para o debate, mas suscita por outra órbita uma reflexão necessária sobre as brechas da legislação e a atuação do sistema jurídico nacional. É intrigante termos em intervalo de poucas horas decisões completamente conflitantes tomadas pelo Judiciário.

À tarde, o juiz da 7º Vara considera, via liminar, a Justiça Comum apropriada para julgar a questão e determina a ocupação da Prefeitura. No final da noite, outra liminar sobrestada os efeitos da anterior e determina a retomada da posse do espaço desapropriado pelo poder público municipal. Dois interesses distintos foram contemplados em brevíssimo espaço de tempo.

Até aí tudo bem. Nenhuma novidade nas idas e vindas bem peculiares do Judiciário. E o cidadão comum, em situação de direito semelhante, teria guarida na Jus tiça com tamanha rapidez e eficácia? O paraibano do povo conseguiria à noite bater na porta de um juiz ou desembargador para reclamar de uma ‘injustiça’?

É uma pergunta sem necessidade de resposta porque a sociedade e principalmente a classe mais desassistida sabe o que sofre quando se vê dependente da celeridade e agilidade do Poder Judiciário. Os corredores dos fóruns vivem lotados de gente humilde sem perspectivas de ver suas queixas julgadas a tempo de se fazer justiça.

O juiz João Batista Vasconcelos e o desembargador Lincoln agiram dentro de suas prerrogativas constitucionais. O erro não está na velocidade das sentenças proferidas nesse caso. O problema está na inércia da Justiça em milhares de outros processos onde uma das partes não tem a força da Prefeitura ou o poder do Aeroclube.

A Prefeitura, a nota e o interesse coletivo - Em nota, a Prefeitura de João Pessoa esclareceu ontem que as medidas tomadas em relação ao Aeroclube priorizaram o interesse coletivo e a segurança do cidadão. No texto, a PMJP lembra o acidente com um monomotor ocorrido em dezembro e ressalta que tentou estabelecer diálogo com a diretoria da entidade, mas não houve êxito.

Oposição apóia Aeroclube - A Oposição caiu de pau na ocupação da Prefeitura. Manoel Júnior (PMDB) chamou o ato de ditadura. Na Câmara de João Pessoa, Fernando Milanêz (PMDB), Eliza Virgínia e Marcus Vinicius não pouparam críticas contra demolição da pista.

Líder defende legalidade - “O que a Prefeitura fez foi dentro da legalidade. Não se confrontou com a lei”, defendeu o líder do Governo, Bruno Farias (PPS), para quem a Justiça não discutirá a desapropriação, prerrogativa do Executivo, mas apenas o valor da indenização.

Cobiçada - O que terá de tão bom na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa? A última a entrar na disputa pela cobiçada CCJ foi a deputada Daniella Ribeiro (PP).

Operação - Informação que vem de Campina Grande. Vereador do PMDB deve assumir uma superintendência do INSS e abrirá vaga para o suplente. Detalhe: o cargo não será na Paraíba.

Prejuízos - Pelos cálculos da procuradora geral do Estado, Livânia Farias, o Governo Maranhão III pagou, ilegalmente, cerca de R$ 20 milhões a empreiteiras. Ela admitiu entrar com ações na Justiça.

Extinção - O presidente da OAB, seccional Paraíba, Odon Bezerra, desmentiu a renúncia do presidente da Comissão do Exame de Ordem, Walter Agra. “Apenas foi extinta uma coordenação”.

Na SES - A leitora Milena Câmara (milenastar@ig.com.br) volta a reclamar da “mordomia” de determinada coordenadora que estaria usando carro oficial e motorista para fins particulares.

Pacificação no PTB - O prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, terá a missão de formar uma comissão e promover o entendimento entre Carlos Dunga e Armando Abílio, que por enquanto permanece na presidência.

Pressão - O vereador Felipe Leitão (PRP) cansou de esperar por uma conversa de pé de ouvido com o prefeito Luciano Agra e se disse disponível para participar das reuniões da Oposição.

Proibição - A deputada Nilda Gondim (PMDB) apresentou projeto de Lei para acabar de vez no Brasil com o perigoso uso do cerol nos fios ou linhas utilizados para manuseio de “pipas”.

Flagelo - A vereadora Eliza Virgínia parece adorar o isolamento partidário. Depois de sofrer no PPS, arruma as malas para se filiar no PSDB, partido cada vez mais próximo de Ricardo Coutinho.

Pensões - O ministro Celso de Mello será o relator da Ação Inconstitucionalidade impetrada pela OAB Nacional que questiona o pagamento de aposentadorias a ex-governadores da Paraíba.

PINGO QUENTE - “Deus me livre. Aqui só tem vereador que gosta de onça e peixe”. Ironia de um vereador de Campina Grande sobre a possibilidade de ocupar a liderança da bancada governista.

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24/fev às 21h57 - 

FABIO SANTOS (fabio_santos.78hotmail.com):

» todos os dias escuto o seu programa no rádio espero uma alô. vc e toda equipe estão de parabéns!!!

24/fev às 19h50 - 

marieta gondinho (marietahotmeil.com.br):

» HERON VOCE É UM BAJULADOR AGORA ANTES ERA MARANHISTA DUENTE POR QUE MAMAVA NAS TETAS DO GOVERNADOR AGORA É RICARDISTA DUENTE VAI TRABALHAR VAGABUNDO

24/fev às 17h18 - 

Pedro Freire (pedrofreirefilhooi.com.br):

» Colocar as máquinas da prefeitura para destruir o patrimônio privado antes da decisão final sobre o caso, foi um verdadeiro escárnio, como diria o ministro Joaquim Barbosa. Se fosse um pobre, estaria na cadeia e condenado a ressarcir o prejuízo, o que não vai acontecer com o prefeito de João Pessoa. Lamentável sobre todos os aspectos.

24/fev às 09h35 - 

judite etelvina moura (judihotmail.com):

» Desnecessária, arbitrária coisa escusa. Quanto tempo se passou para o LUCIANO AGRA desapropriar a CUIÁ em 11 milhões. O que aconteceu foi abuso de poder enão adianta querer jogar pobre contra rico. Deixem de demagogia, hoje, eu assisti no jornal matutino da globo. Foi coisa de politico insensato e ditador.