João Pessoa, 20 de Maio de 2013

MaisPB no Twitter MaisPB no Orkut

Paraíba

João Pessoa, 17/01/2011 - 10h43

Heron Cid

Se conselho fosse bom...

Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), comentarista do quadro Pingo Quente, da TV Correio, colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. heroncid@maispb.com.br

 |   | 

O Governo Maranhão III não deu ouvidos ao pensamento do filósofo, estudioso e humanista Erasmo de Rotherdam. O dissidente dos dogmas da Igreja Católica no século XVI desferiu fundamentadas críticas aos conceitos religiosos de sua época, porém advogada não existir “presente melhor que um bom conselho”.

A filosofia adotada pelo teólogo holandês não sensibilizou a gestão passada. É o que se pode extrair na prática e longe das teses científicas do que disse ontem, sem intenção de denúncia, o presidente estadual do Conselho de Saúde da Paraíba, Antônio Eduardo Cunha, a este colunista.

De acordo com o presidente, durante todo o ano de 2009 a Administração estadual deixou de repassar os recursos previstos no Orçamento para o funcionamento e despesas do Conselho, que tem autonomia financeira e entre outras atribuições fiscalização e normatização da Saúde paraibana.

Eduardo Cunha informou, por outro lado, que se faltaram os recursos no início do Governo Maranhão, eles voltaram a chegar aos cofres do Conselho em 2010, ano cujo orçamento ficou na casa de R$ 1,2 milhão, com parcela de R$ 100 mil mês. Entretanto, o que me chama a atenção foi o atraso de repasses durante as eleições. “Durante a campanha teve recursos que não chegaram ao conselho”, frisou o conselheiro, sem especificar ao certo quais valores exatos e meses que o fato ocorreu.

Ficou patente na conversa com o presidente do CES/PB que dentro do micro-processo eleitoral o órgão foi penalizado pela ausência de verbas para custear suas despesas. E o pior: sem qualquer justificativa plausível da Secretaria de Saúde do Estado. O mais intrigante é a relação da escassez de recursos para o Conselho exatamente no desenrolar do 1º turno da disputa eleitoral.

O problema se repetiu no final do Maranhão III. O dinheiro previsto no Orçamento não foi depositado. “No final do Governo estava um caos. Faltaram medicamentos excepcionais. Mandamos ofícios ao Cedmex - Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcional - e não houve resposta”, disse-me Antônio Eduardo, por telefone, acrescentando que a intenção do Conselho nunca foi de confronto, mas apenas e tão somente da defesa do usuário do Sistema.

A coluna tentou por diversas vezes contato com o ex-secretário José Maria de França para tratar desse e de outros temas, mas até o fechamento não houve êxito. O espaço ficará franqueado ao ex-auxiliar, a quem tenho na conta de gestor probo e competente, para os devidos esclarecimentos.

Imagem - Outro fato intrigante. A Secretaria de Saúde comprou na gestão de Maranhão 400 aparelhos de TV’s LCD de 26 polegadas ao preço de R$ 1.852, cada. No mercado, o equipamento mais Full HD e conversor digital é vendido ao preço máximo de R$ 1.000. A não ser que os monitores comprados pelas SES tenham idêntica tecnologia.

Sem remédio - O secretário Walter Aguiar até que tentou segurar a crise com o deputado estadual João Henrique (DEM), mas o parlamentar manteve ontem o discurso de descontamento com o Governo.

Insatisfação - Em contato com a coluna, João Henrique garantiu que todos os nomeados em Monteiro são adversários dele e do governador. “Nenhum deles me agradou, mas isso não é rompimento”.

Engasgado - O principal motivo da insatisfação foi a nomeação do sub-delegado geral Antônio Verniaud, ex-delegado de Monteiro, a quem João Henrique acusou de perseguir correligionários na eleição.

Outros focos - Escanteado, o ex-vereador de Sousa, Thales Gadelha, abriu a metralhadora contra Ricardo. Desprestigiado, o ex-prefeito de Santa Cruz, Chico Ferreira, mudou até de domicílio eleitoral.

Revolta I - Registro e-mail irado de Lívio Meira (liviomeira@hotmail), para quem o colunista é um “bajulador” por sugerir alternativa do concurso público para resolver de vez o impasse dos pro tempore.

Revolta II - O leitor critica o colunista por ter afirmado que a sentença da 5ª Vara da Fazenda descontrói a tese de estabilidade levantada pela Asprenne, lembrando a tramitação da PEC54 no Congresso.

Carestia - Já o leitor Benito (benitomenino@gmail.com) reclama dos “preços abusivos” praticados em dois shoppings da orla de João Pessoa. Acha caro água de coco por R$ 3 e cafezinho por R$ 4,80.

Paliativo - O Governo estuda, via secretaria de Administração Penitenciária, a criação de um “Cadeião” para abrigar os presos provisórios. O presídio será projetado para funcionar em João Pessoa.

Guerra de interesses - O secretário Nonato Bandeira mandou áspero recado em nota distribuída ontem pela SecomPB. Disse que não aceita ser usado como instrumento na briga dos veículos de Comunicação.

Entre Aspas - “Hoje o PT é um partido sem expressão na Paraíba”. De Júlio Rafael, que distribuiu “gentileza” ao classificar de desastroso o mandato de Rodrigo Soares na presidência.

Reprodução do Correio da Paraíba

Comentários
Nome
Email
Comentário

Caracteres restantes:
Espaço para interação entre os usuários e o MaisPB. É importante salientar que as opiniões expressas não representam a opinião do nosso portal nem de seus organizadores.

Não somos responsáveis pelo material divulgado pelos usuários.

Essa notícia ainda não possui comentários.