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João Pessoa, 07/01/2011 - 13h11

Luis Alberto Guedes

Cavalcanti vai vender o Sistema Correio?

Natural de João Pessoa, Luis Alberto Guedes é Bacharel em Jornalismo pela UFPB. Atualmente é acadêmico da faculdade de Direito é pós-graduado em Gestão Pública na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Aluno Marista por nove anos, conheceu política no Pio X, onde foi eleito por três vezes presidente do Grêmio Estudantil. É conhecedor de Marketing e Consultoria política. Passou pelo Jornal A União e pelo Portal PB Agora. Atualmente é editor do MaisPB e apresentador do programa ´Tribuna do Povo´, dá Rádio Sanhauá.

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O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, defende que os políticos sejam proibidos de ter concessão de rádio e TV. Caso a ideia entre em vigor, o ainda senador Roberto Cavalcanti (PRB) pode ver seu sonho de voltar à vida política ir por água a baixo.

Inserido na vida pública há quase dois anos, quando assumiu a titularidade no Senado com a ascensão de José Maranhão (PMDB) ao Governo do Estado, após cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB), Cavalcanti chegou de forma silenciosa ao Congresso Nacional, mas foi conseguindo espaço.

Visualmente predestinado a ganhar força junto à classe política e ao próprio eleitorado, Roberto subiu à tribuna da Casa diversas vezes durante sua atuação parlamentar, ou defendendo teses de companheiros legisladores, ou mesmo “empunhando bandeiras” de ideais próprias. Com isso, deixou o anonimato político e chegou a ser cotado como um dos candidatos da chapa maranhista ao Senado.

Frustrados seus planos de permanecer no Senado Federal, Roberto Cavalcanti preferiu voltar a administrar sua empresa de comunicação, o Sistema Correio. Apesar disso, mesmo aceitando se manter silente no processo eleitoral, Roberto nunca escondeu sua intenção de voltar ao “palco político” e provou isso em seu discurso de despedida no Senado ao falar de “saudade”.

Sendo assim, caso o novo ministro ponha à frente sua ideia, as portas para o retorno à vida pública começam a se fechar para Cavalcanti. A única solução seria vender a empresa ou perder a concessão.

A proposta

Conforme revelado em dezembro, a proposta consta do anteprojeto de lei de comunicação eletrônica deixada pelo ex-ministro Franklin Martins, que o governo colocará em discussão.

Segundo ele, "o congressista não pode ter concessão, para não legislar em causa própria". Ele duvida que o Congresso aprove a medida, em razão do grande número de políticos com concessões --61 eleitos em 2010 informaram possuir rádio ou TV.

Uma semana depois de dizer que era a favor da limitação de 30% para o capital estrangeiro nos portais de conteúdo jornalístico na internet, o ministro recuou e disse não ter posição fechada.

Para o ministro, é mais fácil iniciar um processo de impeachment de um presidente do que rejeitar a renovação de uma concessão de rádio ou de TV.  

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