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Paraíba

João Pessoa, 14/12/2010 - 12h07

Luiz Renato Pontes

Educação e Pré-conceito

Professor e pesquisador da Universidade Federal da Paraíba - professorluizrenato@gmail.com

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São impressionantes como os noticiários têm evidenciado, constantemente, cenas de intolerâncias entre nós brasileiros - povo reconhecido mundialmente como tolerante -, exibindo agressões e até mortes provocadas por indivíduos que não admitem as diferenças. São pessoas imbuídas de preconceitos: social, racial, sexual...

Recentemente, logo após ser anunciada a vitória de Dilma Russeff para a Presidência do Brasil, uma jovem paulista demonstrou e mostrou através das redes sociais, tremenda ira contra os nordestinos, inclusive, inacreditavelmente, pregando a morte desse povo, que, para ela, os nordestinos, foram responsáveis pela derrota do candidato de sua preferência, José Serra.

Neste aspecto, observamos também uma escalada preocupante de atos homofóbicos espalhados pelo país afora. Cenas deploráveis foram exibidas através da mídia, protagonizadas na avenida paulista (SP), onde em diferentes ocasiões, um elemento de um grupo de jovens agrediu de forma covarde, pessoas, simplesmente, por ter opção sexual diferentes dos mesmos.

- Lamentavelmente o Brasil está sendo considerado o país mais homofóbico do mundo, com um homossexual assassinado a cada dois dias. Até mesmo no esporte, que é considerado um instrumento de educação e saúde, o que estamos observando a cada grande decisão de campeonatos de futebol são verdadeiras cenas de selvageria e desrespeito as diferenças. Jovens são mortos por membros de torcidas organizadas pelo “vão motivo” de não fazerem parte do mesmo coletivo, num verdadeiro desrespeito à vida humana.

O Brasil é marcado por uma sociedade fortemente desigual onde os “diferentes” sempre foram considerados como classe “inferior” e “responsável” pelos insucessos das ambições desenfreadas das classes dominantes. Esta cultura, infelizmente, se mantém em parte da população brasileira, gerando a cada momento, atos e ações preconceituosas contra cidadãos.

Acredito que uma das maneiras, talvez a principal, de mudarmos essa cultura preconceituosa se faz pela educação. É na educação - desde o ensino fundamental até o universitário - baseada em princípios humanísticos e resgatando a busca da essência humana, fundamentada em valores éticos e morais sólidos, que poderemos evitar no futuro, atos que não condizem com uma boa relação humana numa sociedade que chamamos de civilizada. Como disse Albert Einstein: “É fundamental que o estudante adquira uma compreensão e uma percepção nítida dos valores. Tem de aprender a ter um sentido bem definido do belo e do moralmente bom.”

Enfim, se não mudarmos urgentemente a concepção de uma educação apenas de resultado, que vem tornando nossos jovens cada vez mais individualistas, é evidente que cenas preconceituosas vão se repetir, maltratando fisicamente e moralmente todos nós, e, até, ceifando vidas.  

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14/dez às 21h30 - 

ana livia pontes (anahotmail.com.br):

» parabéns pela coluna . Como mãe, tia, vejo isso acontecer na Fundação Bradesco de João pessoa, onde os dirigentes esqueceram o caráter filntrópico e de uns 7 meses para cá só pensam no resultado, deixando alunos frustrados e sem rumo, principalmente à noite onde ocorre bullyng, que bom seria se os diretores dessem uma olhada na sua página e até o chamassem para uma palestra. a comunidade do valentina agradeceria