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Paraíba

João Pessoa, 30/11/2010 - 21h34

Heron Cid

O poder que encanta e desencanta

Heron Cid é jornalista graduado pela UFPB. Filho de Marizópolis, no Sertão da Paraíba, começou na Rádio Jornal AM, em Sousa, foi repórter de política do Correio Debate (Correio Sat), apresentador dos programas Jornal da Correio e Correio Verdade, da TV Correio. Atualmente é um dos apresentadores do Correio Debate (Correio Sat), comentarista do quadro Pingo Quente, da TV Correio, colunista político do Jornal Correio da Paraíba e fundador e diretor geral do Portal MaisPB. heroncid@maispb.com.br

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O Sertão do Estado não é só quente na temperatura natural. O fervor da região é transferido para a política, muito mais próxima da politicagem do que da essência da arte de fazer o bem comum.

Numa só tarde, dois fatos ilustram bem o clima dos bastidores em Sousa e Cajazeiras.

Na terra do Padre Rolim, Léo Abreu (PSB) lança uma carta aberta ao povo na qual insinua desistência da reeleição. Um texto um tanto obscuro sem explicar as reais razões para a suposto desinteresse em disputar novamente o cargo.

A notícia mexeu com a cabeça de aliados e até dos adversários. O que houve com o filho de Vituriano? Perdeu o encanto? Ou é uma estratégia política?

Ao mesmo tempo, Sousa, cidade vizinha, produz mais uma vez surpresa de última hora na eleição para presidência da Câmara.

O dinamismo da política local fez o vereador Cacá Gadelha (PMDB) rasgar documento onde assumia compromisso público de votar no colega de partido e bancada, Ananias Vieira, para presidente.

Cacá foi atraído pelo súbito desejo de comandar o Legislativo sousense. Esqueceu a palavra e a assinatura empenhada e virou a casaca para a bancada governista. Tem todo o direito de assim se portar. É uma escolha. Deve ter avaliado de forma acurada bônus e ônus.

Os fatos protagonizados nos dois importantes municípios paraibanos revelam quanto estamos distantes de uma política civilizada.

De um lado um prefeito parece jogar a toalha porque não suporta percorrer o labirinto muitas vezes tenebroso da perpetuação no poder.

Do outro, um vereador muda de posição repentinamente de olho exatamente para ficar ainda mais perto e por dentro da máquina.

Outro foco - Somente uma conversa de pé de ouvido muita firme para Ricardo Coutinho convencer Zenóbio Toscano a aceitar ser secretário do futuro Governo. O tucano tem dito por onde passa que voltará a ganhar dinheiro na construção civil.

Desejo - O deputado Branco Mendes (DEM) está de olho na primeira secretaria da Assembléia Legislativa. Quer suceder o colega de partido Lindolfo Pires no cargo. A preço de hoje, vota com Ricardo Marcelo.

Autofagia - É um exagero medíocre o que o PPS tenta fazer com Eliza Virgínia. Estão superdimensionando a atitude da vereadora na campanha. Um partido que já não tem tantos quadros, briga para perder umas de suas vozes mais destacadas.

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