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Paraíba

João Pessoa, 23/10/2010 - 21h48

Luis Alberto Guedes

Ronaldo enfim vencerá Maranhão?

Natural de João Pessoa, Luis Alberto Guedes é Bacharel em Jornalismo pela UFPB. Atualmente é acadêmico da faculdade de Direito é pós-graduado em Gestão Pública na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Aluno Marista por nove anos, conheceu política no Pio X, onde foi eleito por três vezes presidente do Grêmio Estudantil. É conhecedor de Marketing e Consultoria política. Passou pelo Jornal A União e pelo Portal PB Agora. Atualmente é editor do MaisPB e apresentador do programa ´Tribuna do Povo´, dá Rádio Sanhauá.

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Para os olhos pouco atentos, pode ate parecer mais uma adesão, mas a virada de casaca de Iraê Lucena para a sombra ricardista representa muito mais que isso: simboliza os derradeiros instantes de uma guerra que se arrasta há 12 anos, nascida entre fogos de artifício, doses de uísque e o recado: "Um dia arrebato a Paraíba de suas mãos".

Diferente do que pensam os mais jovens, não é com Cássio que Maranhão protagoniza o maior conflito político da Paraíba nos últimos tempos, mas com Ronaldo Cunha Lima. São eles os personagens principais dessa dantesca batalha, iniciada em 1998. Cássio, na verdade, apenas tomou as dores de seu pai e partiu para o combate. Maranhão, por sua vez, seguiu a estratégia do “ferindo o filho, maltrato o pai”.

Recordo-me que no meio do fogo cruzado que se iniciava, Humberto Lucena era uma peça chave nesse impasse. Com o poder político que acumulava no plano nacional, sua posição era o fiel da balança em um PMDB violentamente rachado.

Todos esperavam que o velho político ficasse a favor do poeta Cunha Lima, haja vista que foi ele, no alto das dificuldades que vivia a campanha de Humberto ao Senado, quem discursou: “Se tiver dois votos em casa, confie a nós dois. Mas se tiver apenas o seu, peço que dê a Humberto”. Apesar da prova contundente de fidelidade e amizade, Humberto (por razões que ainda desconheço) preferiu seguir unido a Maranhão.

Mesmo com a morte do memorável político paraibano, o apoio continuou firme, agora transferido e assumido por sua filha, Iraê Lucena. E foi assim, até esta sexta-feira.

Entre altos e baixos, posses e cassação, era imprevisível quem seria o “mocinho” que venceria a batalha. Emocionante e surpreendete como uma novela de Manoel Carlos, a história deu uma reviravolta inesperada: as pesquisas indicam que Maranhão caminha para ser derrotado, não por Cássio ou Ronaldo, mais por um terceiro personagem da trama: Ricardo Coutinho.

No entanto, independente de onde vier, derrota é derrota. Assumir uma postura avessa ao apoio a Maranhão faz da decisão de Iraê Lucena um ponto crucial nesse confronto, pois simboliza a virada do tabuleiro. Como a deputada mesmo disse: “Terminam agora os longínquos acontecimentos de 1998".

Apesar de tudo parecer favorável aos Cunha Lima, com a guerra visualmente vencida, uma última situação pode deixar tudo empatado no desfecho de tudo: e se Cássio padecer ante a Justiça Eleitoral, Ronaldo terá mesmo vencido?

Como fiel espectador dessa novela incrível, aguardo ansioso pelo último capítulo...


Rapidinhas


Lá e lô

Interessante ver os carros de som de Maranhão rodando com o adesivo de José Serra estampado. Não era ele o fiel amigo do presidente Lula? O herdeiro do apoio?

Presunção

Tem deputado que foi eleito no 'rabo da gata' e já quer ser presidente da Assembléia Legislativa contra quem teve o dobro de votos. É mole?

Palanque

Vejo a hora Dom Aldo ao invés de proferir a homilia pedir um “aparte”. Que saudade de Dom José Maria Pires...

Agonia

Frase da semana: “Um voto superou mais de um milhão” (de Cássio, após TSE negar recurso contra cassação de seu registro).

Lindolfo Pireeeeesss!!!

Lindolfo Pires se empolgou e cumpriu a promessa: dançou como Michael Jackson durante comício de Ricardo Coutinho em Sousa. Se não segurarem o homem ele vai acabar fazendo o “moon walker” em cima da mesa da Mesa da Assembleia.

Lamentável

Ainda sem entender por que Alagoas não elegeu Heloisa Helena para o Senado. A brabeza daquela magrinha sacudia o Congresso. Vai fazer uma falta danada...  

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