João Pessoa, 20 de Junho de 2013
Paraíba
João Pessoa, 25/08/2010 - 19h49

Ricardo Coutinho, candidato a governador da Paraíba pelo PSB, deu uma guinada no seu discurso. No Guia Eleitoral, ele fez um blá, blá, blá dos diabos para justificar por quais motivos teve de se juntar a Cássio Cunha Lima (PSDB) e Efraim Morais (DEM).
O que fica evidenciado no discurso de Ricardo é que ele está querendo consertar o equívoco que foi aliar-se àqueles que, durante a sua trajetória política, sempre combateu; está querendo recompor-se do estrago que essa união com Cunha Lima e Efraim causou a sua campanha, a sua imagem e a sua trajetória política. Ricardo já foi, não faz tempo, a esperança de uma faixa de eleitores cansados de Maranhão e Cássio. Agora, não tem jeito.
Ricardo Coutinho, num tom de quase pedido de desculpas, explicou ao eleitor que, para ter mais tempo de rádio e televisão, no Guia Eleitoral, não tinha outra alternativa, a não ser se aliar a Efraim Morais e Cássio Cunha Lima.
É provável que venha por ai reação dos tucanos e dos democratas ao discurso novo de Ricardo Coutinho. Afinal, da forma como o novo discurso de Ricardo foi proferido, dá a entender que o ex-prefeito de João Pessoa, na ânsia de conquistar a simpatia do eleitor e cabalar votos para melhorar nas pesquisas, deu a entender que se outra alternativa tivesse, jamais teria se juntado a gente como tucanos e democratas.
Mas este discurso de Ricardo Não Cola. Primeiro porque é um “palavriado” que cai bem para o candidato, mas não tem o menor sentido para o eleitorado que apostava no projeto de Ricardo Coutinho, que se opunha tanto a Maranhão, quanto a Cunha Lima e outros políticos convencionais.
Além disso, o eleitor não vai entender como é que Ricardo por um lado diz que só se juntou a Cunha Lima e Efraim para ganhar tempo em Guia Eleitoral, mas continua apoiando os dois candidatos que, se chegarem ao Senado, farão exatamente tudo ao contrário do que essa faixa do eleitorado espera, especialmente se opondo ao projeto do Governo Lula, o de mais alta popularidade na história brasileira recente.
Ricardo, finalmente, deve ter acordado para o fato de que caiu mesmo numa esparrela; pisou na casca de banana que Cássio lhe pôs no meio do caminho.
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