João Pessoa, 19 de Maio de 2013
Paraíba
João Pessoa, 20/07/2010 - 14h09

Nas cidades do interior a violência está diretamente atrelada a vários fatores. Um deles, porém, poderia facilmente ser resolvido: a ausência das autoridades nos finais de semana. Se pelo menos permanecesse na Comarca um juiz, ou um promotor ou delegado, fatalmente os índices de violência despencariam.
Vou sempre a Serraria, minha terra natal. Geralmente nos finais de semana não tem prefeito, delegado, promotor, autoridade nenhuma. Tem dia que não tem nem padre. Ai, já viu: a galera da bagunça toma conta. A cidade fica entregue ao Deus-dará. Sorte nossa que o serrariense por natureza é um pacífico.
A situação não é exclusiva de Serraria, mas de inúmeras pequenas cidades pequenas da Paraíba. Esta constatação explica porque os índices de violência são tão elevados nos finais de semana no interior: se já é um período propício para o lazer e a diversão, aumenta o consumo de bebidas e drogas e por ai vai. Pra complicar, não há delegado, juiz, promotor ou padre.
Vivi um período em Serraria mesmo, em que nem padre havia mais. E foi justamente nesse tempo que dois adolescentes degolaram outro. O episódio estarreceu a população da cidade.
Pode-se dizer que autoridade sem condições de trabalho não adianta. Adianta, sim. A simples presença da autoridade intimida ou, no mínimo, inibe os excessos tanto dos arruaceiros quanto dos bandidos.
O troco
Adesivos em carros que circulam na Capital e no interior: “Sou Cícero e voto em quem ele quiZé”
Ai tem...
Pim!Pim!Pim!
O Tribunal de Contas desdisse o que disse três vezes: Emitiu certidões declarando ter cometido equívoco ao sugerir a desaprovação das contas de Branco Mendes, Carlos Batinga e Cássio Cunha Lima. Um órgão com tamanha responsabilidade não pode cometer esse tipo de “erro”. Muito menos três sucessivos.
Pior é que se Cássio não tivesse na lista, tudo continuaria como antes.
Boa!!!
Mais do que oportuna a campanha que o TRE inicia hoje para conscientizar o eleitor a se dar ao respeito e se valorizar. Dirigida a todas as classes sociais, também atuará contra a venda do voto.
Assim é demais
O Focco, que apóia a campanha, sugere que o eleitor faça uma escolha criteriosa dos candidatos, a partir da vida pregressa de cada um deles.
Pelo jeito, o Focco está querendo uma eleição sem candidatos...
Soprando
Para a copa 2014, no Brasil, ouvinte do Correio Debate, da Rádio 98/FM, sugere: por que não trocar a vuvuzela pelo berrante?
Eu sugiro o trompete.
Do leitor
Retornando à Paraíba – terra que elegi para meu pouso maior -, após razoável ausência, vejo que continua a faltar às autoridades ditas competentes a vontade de resolver a pendência da degradação da orla marítima, seja por barracas ilegalmente instaladas em toda a faixa litorânea, seja pela ocupação de faixas dessa mesma orla por “figurões” que, decerto, se julgam acima da lei e da ordem.
Mesmo fora do estado, acompanho o dia a dia da cidade através do portal Correio e vez por outra vejo notas dessas autoridades informando que iniciarão os trabalhos de retirada dessas invasões, renovando promessas e pronunciamentos que seriam risíveis se não representassem ou se referissem a uma situação socialmente incômoda, que praticamente só existe, hoje, na Paraíba.
Como, por força de minhas atividades, viajo muito, tenho oportunidade de verificar que esse problema já foi solucionado por praticamente todos os estados do nordeste – apenas para citar os mais próximos, seja por manifestação de vontade política das administrações estaduais e municipais, seja pela ação intimorata da justiça que não titubeou em cumprir seu dever, mandando obedecer a lei, como é de sua obrigação.
A essas autoridades, enfim, só me resta pedir que visitem a vizinha Natal e vejam como ficou bonita a praia de Ponta Negra, de onde há já bastante tempo as barracas foram retiradas.
Quem sabe fazem um “fantour” e almoçam no restaurante Camarões, de cuja varanda se descortina a paisagem da praia de Ponta Negra, limpa, como se espera sejam todas as nossas praias.
Patrick Dansk
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