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Paraíba

João Pessoa, 09/07/2010 - 14h48

Wellington Farias

Excessos da lei

Nascido em Serraria (PB), Wellington Farias iniciou a carreira jornalística na Rádio Tabajara e Jornal a União. Já trabalhou nos principais veículos de comunicação do Estado, incluindo jornal, rádio, TV e portais. É criador do primeiro site de notícias da Paraíba, o Portal de Notícias.

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A legislação eleitoral afronta a cláusula pétrea da “Constituição Cidadã” brasileira que garante a todos – e à imprensa - a total liberdade de expressão. Sob o argumento de equilibrar o debate eleitoral, dita com rédea curta como a imprensa deve se comportar nos noticiários, comentários e análises. Pasmem: na Paraíba, a TV Câmara e a TV Assembléia vão tirar do ar a transmissão das sessões plenárias durante o a campanha se precavendo do alcance da legislação. Há notícias que a TV Senado e a TV Câmara (federal) também.

E o direito do cidadão-eleitor de acompanhar o desempenho dos parlamentares e gestores públicos no exercício de suas funções? Como o eleitor vai avaliar cada um deles quando lhe subtraem serviços de informação tão essenciais? Será que o poder econômico e a compra de votos não desequilibram mais o pleito do que o que sai na imprensa?

Um primor de violão - Por intermédio do jornalista Antônio Vicente, chega-me às mãos, para simples apreciação, o DVD “Vozes do Violão”. O intérprete é Chagas Fernandes, violonista de rebuscada técnica e formação erudita. O repertório inclui MPB, choro, músicas regionais e clássicas.

Um dos aspectos mais positivos deste trabalho é a ousadia de Chagas, de romper com um preconceito muito arraigado no mundo do violão de concerto, ao interpretar maravilhosamente bem a antológica Marcha dos Marinheiros. Celebrizada pelo genial Dilermando Reis, a peça é injustamente desprezada por violonistas chamados de eruditos. Muito bem produzido pelo próprio violonista, o DVD é valorizado pela participação impecável de Jerônimo Pedro (violão de 7 cordas) e Riquinho (percussão). Ainda não tinha visto algo desse nível feito na terrinha. Absolutamente imperdível!

De porteira fechada - Agricultura, Emepa e Interpa em novo ritmo. Sangue literalmente novo. Vivaaaaaa!

Vôte! - Deu ontem no Correio Debate que a secretária Lena Guimarães estaria pedindo aos jornalistas para não fazerem perguntas políticas ao governador José Maranhão (PMDB), candidato à reeleição. Se eu atendesse a um pedido desse, quando ela era minha chefe e editora, fatalmente ouviria a ironia: “Meu filho, está desaprendendo?!!”

Vascaínos admitem - "O Flamengo até que é um bom time; o que mata é o goleiro."

Opinião do leitor - Transcrevo mais um texto endereçado à coluna de Rubens Nóbrega, da autoria de uma assídua leitora e admiradora do colunista que eventualmente estou substituindo.

Que país é esse, meu Deus?! - Não entendo de política tampouco de futebol. O Brasil está de chuteiras, enquanto os seus filhos chafurdam, literalmente, os pés na lama... Como é possível uma nação onde há tanta carência de investimentos em saúde, educação e moradia; onde há desvio de verbas públicas; uma política que beira o ridículo, com alguns dos seus representantes pegos com dinheiro em meias e cuecas, e outros fazendo manobras com o tempo verbal para pôr em dúvida a lei da ficha limpa dos candidatos que pretendem representar, apesar de tudo, os nossos anseios nas eleições vindouras. Repito, gostaria de entender o porquê de ficarmos indiferentes, alienados, colocando a emoção ou o coração no lugar da razão.

Ah, como seria bom ver toda essa flama, essa energia e esse entusiasmo a serviço do bem-estar coletivo, num esforço conjunto para mudar os rumos da nossa pátria. Tanta desigualdade social, tanta miséria provocada pela má gestão do dinheiro público, e nós - os brasileiros - ali, atrás de onze homens e uma bola, seguimos firmes, fortes e animados – sem está nem aí – ostentando o orgulho nacional, no peito e na raça, por causa de uma “Jabulani”, quando há segredos a desvendar nos porões, por onde campeia a desonestidade e escoam as nossas riquezas.

‘O Brasil não é um país sério’. Frase atribuída ao general Charles de Gaulle, e assumida pelo embaixador Carlos Alves de Souza Filho, tempos depois, em um livro de memórias, - nunca fez tanto sentido quanto agora, pois, enquanto o país fecha as suas portas: repartições, bancos, comércio, indústria e escolas, para que o espetáculo do futebol tenha audiência e dê frutos a quem interessa; os nordestinos, estupefatos, vêem as suas vidas serem arrastadas, literalmente, por um mar de lama, sem que haja um movimento efetivo – com a mesma dose de entusiasmo e patriotismo - tanto dos políticos quanto do povo em geral, para que catástrofes dessa natureza não mais ocorram.

Em nenhum momento da nossa história – à exceção das ‘Diretas Já’ – vimos os brasileiros tão empenhados em mudar os rumos da nação. Ninguém veste as cores da bandeira com tanto empenho e orgulho para defender o Brasil dos seus políticos corruptos que, eleição após eleição, deixa-o mais pobre e envergonhado. Julieta Almeida”  

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