João Pessoa, 21 de Maio de 2013
Paraíba
João Pessoa, 06/03/2010 - 21h03

O filosofo suíço, Jean-Jacques Rousseau, figura importante do iluminismo francês, afirmou que o homem é fruto do meio, e na sua concepção, o “homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”.
Nesta linha de pensamento de Rousseau e partindo do princípio sociológico que a sociedade é formada por pessoas que interagem entre si, e se entendermos que essas pessoas são boas por natureza: a sociedade em tese deveria ser regida pelos bons princípios.
No entanto, o que observamos corriqueiramente, na sociedade atual, são práticas e comportamentos construídos a partir de valores equivocados que fere, compromete, e mais, põe em risco à “sobrevivência” social e conseqüentemente à humanidade. Uma sociedade, em geral, acentuadamente individualista e consumista, com preocupações exageradas na manutenção do ter em detrimento do ser.
O conjunto desses fatores tem levado ao aumento da violência, do suicídio, da guerra fratricida, levando o homem a torna-se um ser solitário e infeliz, apesar de viver em multidões, enfim, da destruição da natureza com conseqüências terríveis que vem apontando - talvez para os “apocalyptos”, até, para a destruição do planeta terra.
Ora, se esta sociedade está conseguindo prevalecer seus costumes pervertidos sobre o homem bom de Rousseau - que é o homem que eu também acredito, bom por natureza -, é preciso urgentemente, pelo bem de nós mesmo, envidarmos esforços para transformar, ou seja, resgatar o bom sentido do homem e conseqüentemente da sociedade.
Caso contrário, se persistirmos com esse modelo atual de sociedade, mesmo acreditando que a sociedade pode e deve evoluir para melhor, tal evolução, só será possível com o resgate do homem na sua essência.
Logo, é preciso preparar esse homem, durante toda a sua formação, no sentido que seus interesses individuais não agridam os interesses coletivos nem os interesses coletivos venham agredir e perverter os interesses individuais. Tal desafio busca assim o equilíbrio harmonioso homem/sociedade.
Neste sentido, é importante salientar que para que este comportamento harmonioso da sociedade, respeitando regras da boa convivência com o meio e com os direitos individuais de cada um, faz-se necessário que a orientação educacional desde a infância fundamente-se a partir de princípios éticos e morais sólidos, ou seja, com paradigmas axiológicos que dêem solidez à formação educacional e familiar.
Sendo assim, essa anomalia da sociedade pervertida prevalecendo sobre o homem bom, baseia-se, sobretudo, pelo fato, infelizmente, da forma injusta como os homens são diferenciados pelo poder aquisitivo do ambiente onde nasceram, pois, fraciona a formação educacional, e, pior, os que têm poder aquisitivo são formados de maneira equivocada, privilegiando o ter em função do ser.
Enfim, para construirmos uma sociedade justa e de bons costumes, é preciso manter acesa a chama do homem bom por natureza através da educação.
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