João Pessoa, 19 de Junho de 2013
Paraíba
João Pessoa, 11/02/2010 - 09h59

A ausência de uma festa pública, única, reunindo sua outrora barulhenta militância, revela, de alguma forma, que o PT da Paraíba vive um momento delicado nesse momento em que completa 30 anos de fundação.
No caso, o “delicado” não é sem propósito. A questão é que o PT de hoje talvez se mostre amuado não pelas divergências, que nem são tantas como antigamente. Hoje, a rigor, o PT paraibano só tem duas correntes. Antes, eram cinco, seis ou mais.
O problema é o que PT está escondendo suas vísceras. Tenta, delicadamente, abafar o debate interno para manter uma fictícia unidade e, assim, poder pleitear vagas na chapa majoritária.
Tem-se, também, usado a necessidade de consolidação da candidatura da ministra Dilma Rousseff como argumento para a formação de blocos internos mais amplos, acomodando-se as divergências entre pequenos grupos.
Com isso, o PT perde vida e sua estrela perde brilho.
Ponto
Na verdade, o projeto nacional de poder do PT tem engolido suas bases, que precisam se ajustar, a todo custo, aos acordos gerais. De um lado, o PT cresce em número e em poder. Do outro, porém, escolhe nos diferenciais que cultivava e no ativismo militante.
Contraponto
A força do PT estava exatamente naquilo que Dom Helder Câmara chamava o segredo da luz. (“Do atrito de duas pedras chispam faíscas; das faíscas vem o fogo; do fogo brota a luz”). Aos 30 anos, o PT já parece um partido meio tradicional e acomodado.
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