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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Uma ova…

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publicado em 13/03/2011 às 08h49

Essa é uma daquelas notícias que qualquer colunista adoraria retificar. A Estação de Piscicultura do Sertão, abandonada por quase três anos pelo Governo Federal, alvo de nota da coluna no domingo passado, finalmente está funcionando a pleno vapor.

Fui informado que no final do ano passado, após percorrer gabinetes da direção nacional do Dnocs, o coordenador estadual Luiz Sanguinetti amealhou os poucos recursos necessários e fez o prédio esquecido virar um centro de excelência em produção de alevinos, o único da Paraíba sob o domínio do Departamento.

Para tocar o projeto abrigado numa área de 5 hectares disponíveis até para futuras ampliações, seis funcionários foram contratados. Hoje, os seis tanques estão sendo usados para produção de peixes e de desenvolvimento para a região de Sousa.

O papel social dessa obra supera a expectativa de muitos desavisados. A Estação, cuja meta é produzir cinco milhões de alevinos por ano, atenderá 50 municípios e servirá para o “peixamento” dos 42 mananciais do Dnocs no Estado.

Além de garantir fartura nas redes dos pescadores, o equipamento servirá para abastecer grupos de pequenos empreendedores que começam a faturar com a criação e comercialização de toneladas de peixe no Perímetro Irrigado de São Gonçalo.

Dotada do propósito de garantir emprego e renda, a Estação de Piscicultura está aberta a parcerias com prefeituras, que terão uma ferramenta capaz de fomentar projetos em comunidades rurais onde a agricultura caiu e o desemprego subiu.

Cultura do peixe – A gestão pública precisa jogar o anzol numa nova fonte de desenvolvimento sustentável. Profissionalização da pesca e o consumo do peixe até na merenda escolar.

Um filé – Já devíamos encontrar nos supermercados bandejas personalizadas com ‘nossos’ peixes de água doce. Criaríamos uma ‘indústria’ adormecida e um saudável hábito alimentar.

Campina Grande, o bloqueio e as providências de Vené – Após corte do Banco do Brasil nas quotas do FPM, a Prefeitura de Campina Grande amarga agora o bloqueio de recursos do ICMS gerado por dívidas de ex-prefeitos e determinado pela Secretaria do Tesouro Nacional. A situação levará o prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB) a desembarcar esta semana em Brasília.

Efeito dominó – O desfecho de três processos na Justiça Eleitoral pode mexer com as cadeiras na Assembléia Legislativa. Osvaldo Venâncio (PMDB), Márcio Roberto (PMDB) e Dinaldo Wanderley (PSDB) aguardam julgamento de recursos em tramitação no TSE.

Versão Light – Aos poucos, o deputado estadual Trócolli Júnior (PMDB) vai abandonando o estilo briguento. É completamente contrário ao processo de expulsão dos ex-deputados Quinto de Santa Rita e Iraê Lucena, pregado por Antônio Souza. “Isso não acrescenta nada”.

Herança – As obras do Centro de Convenções de João Pessoa serão retomadas amanhã. Antes, o Governo precisou renegociar dívida R$ 13 milhões cobrados pela Via Engenharia.

Noutra praia – A família Bezerra não pensa, pelo menos por enquanto, em forjar um substituto do ex-vereador Hervázio na Câmara da Capital. Odon afasta interesse na sucessão do irmão.

Hotéis – Grupo de empresários portugueses está interessado numa grande área de praia em Pitimbu. Para efetivação do negócio, uma comunidade inteira precisará ser relocada.

Investimento – Em João Pessoa, grupo espanhol avança na compra de caríssimos terrenos localizados no Pólo Turístico do Cabo Branco, onde planeja construir cinco resorts à beira-mar.

Tentação I – Pouca gente sabe, mas o jovem Diogo Cunha Lima teve a chance de entrar na política paraibana nas eleições do ano passado, mas preferiu recusar o convite. Ou adiar…

Tentação II – Um candidato a deputado de históricas ligações com o grupo Cunha Lima comunicou ao filho de Cássio a disposição de renunciar e apoiar Diogo, que só agradeceu o gesto.

As exceções – Levantamento da direção nacional do PT. Na região nordeste, somente em dois estados o partido não consegue se entender: em Alagoas e adivinhem… Na explosiva Paraíba.

Depende do STF? – Hipótese admitida por um cassista de elevada patente no clã. Só haverá rompimento de Cássio com Ricardo, caso assuma o Senado e não tenha o tamanho político respeitado.

Fogo inimigo – De um juramentado advogado cassista. “Quem torce mesmo pelo rompimento são os partidários de José Maranhão ansiosos para tomar chegada no Palácio como adesistas”.

Bastidores – Minutos antes de se filiar ao PSDB, o celular de Eliza Virgínia toca. Do outro lado da linha, o deputado Aguinaldo Ribeiro faz convite do PP. Ela já estava na sala de Cícero.

PINGO QUENTE – “Ao convocar Ludgério, o gesto de Ricardo é de respeito ao PSDB”. Do vice-governador Rômulo Gouveia que mantém o “desrespeito” democrático a Cícero Lucena, presidente estadual da legenda.

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