João Pessoa, 18 de novembro de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Nosso turismo… e as feias calçadas

Comentários:
publicado em 14/03/2011 às 16h18

Sinceramente não sei se nas demais capitais brasileiras a regra é a mesma que a vigente em João Pessoa: essa de as calçadas serem de responsabilidade dos proprietários dos imóveis. Se sim ou se não, no meu pensar trata-se de uma norma urbanisticamente de pouca inteligência, porquanto não há que se falar deixar-se à mercê do dono do imóvel as condições de uma calçada que é pública… tão pública que, no dizer de Abelardo Jurema, em sua coluna deste domingo, aqui no Correio, “os pedestres são seus verdadeiros donos”!

A propósito ainda de Abelardo Jurema, foi nessa sua mesma coluna que reproduziu a insatisfação do leitor Humberto Machado especialmente em relação às calçadas das avenidas Epitácio Pessoa, Rui Carneiro, Beira Rio e Tancredo Neves, chamando a atenção de que “é impossível alguém caminhar pelas calçadas sem risco de acidentes ou de ter que desviar para o meio da rua”.

Neste domingo, logo cedinho, eu e minha esposa Ana fomos caminhar na calçadinha do Bessa, na rua Arthur Monteiro Paiva. Aquela nova artéria “beira-mar” de João Pessoa nasceu “assim do dia para a noite”, transformando-se em um novo “point” da capital pessoense. Nesse caminhar, porém, quando focamos o outro lado da rua, (o lado oposto à calçadinha construída pela Prefeitura), decepcionamo-nos com a feiúra e irregularidade das calçadas sob a responsabilidade dos respectivos imóveis. Aliás, nem todas as calçadas são feias. Ao contrário, várias delas são bonitas… uma, então, semi-nova, é naquele tipo “Copacabana”!

A feiúra está na falta de harmonia entre as calçadas: umas são bonitas e bem feitas; outras misturam grama e concreto; outras nem calçadas são; e têm aquelas que, embora em princípio bonitas, enfeiam-se com obstáculos fincados para evitar que carros estacionem, mas que levam riscos não só a portadores de deficiência, mas a todas as pessoas. E tem uma calçada bem novinha, na frente de um bar/restaurante novinho, que, à distância, parece bonita, vez que é mística de gramado e… e… cascalhos. Sim, cascalhos no exato lugar que resta aos pedestres. E em um lugar (praia) em que as pessoas gostam de ficar descalças, imagine, leitor(a), você descalço(a) pisando em cascalhos, que, em outras palavras, são pedrinhas bem grotescas e cortantes!…

Não compreendo como os setores responsáveis por nosso turismo não encarem essas feiúra e irregularidade de nossas calçadas como elementos anti-turísticos! E sei que especificamente não lhes cabe essa tarefa de construir ou reconstruir calçadas. Mas, cabe, sim, opinar, propor, indicar órgãos financiadores e, até, sugerir que essa norma atual (que responsabiliza os donos dos imóveis por suas respectivas calçadas) seja alterada, ficando como era no tempo do prefeito Damásio Franca, que fez “calçadinhas Copacabana” por quase toda João Pessoa, algumas delas ainda hoje bem conservadas, como no canteiro da avenida Getúlio Vargas e na praça dos Motoristas, esta no bairro de Jaguaribe.
 

Leia Também