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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Atividade familiar

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publicado em 05/04/2011 às 10h35

O site Congresso em Foco, especializado na cobertura parlamentar no Brasil, escolheu a nossa Paraíba para abrir série de reportagem de investigação das causas que levaram a política ter se tornado ao longo dos tempos uma atividade familiar.

Apesar de praticamente todos os Estados da federação também registrarem casos de perpetuação política de determinadas famílias, a Paraíba se destaca nesse deprimente patamar por ser prática dos velhos e dos mais novos núcleos de representação.

Os dois grupos que polarizavam isoladamente às forças de poder até bem pouco tempo souberam usar e abusar dos espaços para emplacar os interesses familiares nas urnas. Ronaldo Cunha Lima abriu a porteira para o filho Cássio, o irmão Ivandro, o sobrinho Arthur, o meio sobrinho Romero e quem sabe para o neto Diogo.

José Maranhão alavancou a carreira da irmã, Vilma (prefeita de Araruna), e impulsionou a incursão dos sobrinhos Olenka (deputada estadual) e Benjamim (deputado federal). Os dois exemplos são os mais representativos, porém estão longe de serem isolados. A prática não é de hoje e nem há qualquer sinal de esmorecimento no futuro. Basta vermos a chegada de novas e improvisadas figuras.

Tudo bem que a própria convivência pode influenciar muito o ingresso de parentes no cenário político, mas na Paraíba o critério imposição derruba a imperiosa necessidade de vocação para o exercício de um ofício nobre. Por aqui, o que deveria ser encarado como sacerdócio serve de estratégia de dominação dos clãs.

Abuso – O consumidor de João Pessoa volta a conviver com preços da gasolina chegando às alturas. Pelo menos duas conceituadas redes de postos já cobram 2,99 pelo combustível.

Propaganda enganosa – Donos das motos ‘cinquentinhas’ se organizam para pedir ressarcimento às lojas que venderam os produtos garantindo que estas poderiam circular sem habilitação.

Empréstimo de representação política – Por erro de diagramação, as últimas palavras do artigo de ontem foram cortadas. O raciocínio é o seguinte: Se o governador precisar buscar apoio dos parlamentares de outros Estados, com raízes na Paraíba, para compensar a ausência da nossa bancada, estaremos inaugurando inusitado empréstimo: o da representação política.

Desencontro – Afora a tentativa de marcar posição, a entrevista coletiva do ex-governador Maranhão foi marcada pelo desencontro de informações. Até o domingo à noite, o presidente do PMDB, Antônio Souza, mantinha a agenda para terça-feira.

Avisos de última hora – Ontem pela manhã, a deputado Nilda Gondim (PMDB) dava entrevista como se a entrevista tivesse mantida para terça. Ela inclusive lamentou não “poder participar” em virtude de compromissos em Brasília. Faltou sintonia.

Bastidores – Foram muito sentidas as ausências dos deputados Gervásio Filho e Trócolli Júnior no evento que marcou o ressurgimento de José Maranhão na cena política paraibana.

Fidelidade – Os ex-secretários Lena Guimarães, José Maria de França, Marcus Ubiratan, Marcelo Weick, Roosevelt Vitta e Antônio Fernandes estiveram ontem no pelotão de frente.

Pedestal – Foi comovente a devoção de Roosevelt Vitta pelo seu ex-chefe. Vitta segurou o microfone para Maranhão falar durante toda a entrevista. E não deu sinal de cansaço.

Disponibilidade – O presidente estadual do PMDB, Antônio Souza, provou o seu desprendimento. Toinho não se encabulou e fez o papel de mestre de cerimônia. Nem precisou impostar a voz.

Antes da entrevista – Diálogo de dois militantes peemedebistas no auditório. “Cadê você com a camisa vermelha”, indagou um deles, logo emendando: “Se fosse nos tempos do Governo né”.

Realinhamento – Após pesadas críticas contra a direção do partido, os vereadores pessoenses Mangueira e Fernando Milanez foram prestar solidariedade a Maranhão na sede do PMDB.

Em Brasília – O governador Ricardo Coutinho tratou ontem com a ministra do Planejamento, Míriam Belchior, da alocação de recursos do PAC2 para reconstrução da barragem de Camará.

Do luxo pra cadeia – Gilson da Liberdade, perigoso assaltante de banco preso ontem pela Polícia, vivia numa mansão no bairro do Mirante em Campina Grande, segundo o delegado Wagner Dorta.

Calendário – Na reunião realizada ontem com o prefeito Luciano Agra (PSB), a bancada governista acertou repetir os encontros e afinar o discurso a cada 15 dias. Quer evitar sobressaltos.

Cajazeiras – Alvo de campanha do vereador Moacir Menezes, a empresária Carla Simone, ex-dona da Locadora de Mulher, vai virar concorrente do ‘algoz’. Será candidata em 2012.

PINGO QUENTE – “Eu não sou homem de duas palavras”. Do deputado Márcio Roberto (PMDB), que aderiu ao Governo e foi ontem dar uma forcinha a Maranhão na coletiva.

 

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