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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Mão de ferro

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publicado em 08/04/2011 às 08h02

Uma coisa é certa. Até quem não engole o gestor ou rejeita a gestão socialista empossada desde janeiro na Paraíba precisa admitir um fato: o governador Ricardo Coutinho tem o total controle do Governo e não hesita um centímetro quando precisa tomar decisões delicadas. Mesmo aquelas que podem lhe trazer dissabores político-partidários e problemas na relação com aliados de primeira hora.

Chega a passar a impressão de carrasco quando dirige certas decisões sem titubear, como fez ontem ao demitir os secretários da Administração Penitenciária, José Alves Formiga (titular) e Sargento Dênis (executivo). De uma canetada só, Ricardo afastou os dois e resolveu uma briga interna que atrapalhava o bom andamento e a eficiência dos serviços da pasta.

Pode até ter sido duro demais por ignorar uma conversa prévia com os demitidos ou relevar os autores das indicações, mas ninguém pode acusá-lo de negligente. Não é qualquer político que agiria dessa forma em situação tão melindrosa na véspera dos 100 dias de Governo. Ainda por cima, depois de fazer o mesmo em outros dois episódios.

Ao decidir pelas demissões, Ricardo sabia o risco de abalar a relação com o prefeito de Sousa, Fábio Tyrone (PTB), e o líder do Governo, Lindolfo Pires (DEM), avalistas da indicação de Formiguinha, bem como fragilizar a contribuição significativa do PV no auge da campanha passada, via Dênis e Marina Silva. Ricardo preferiu atropelar o manual político vigente e priorizar a lógica administrativa.

Intoxicação – A incompatibilidade com o adjunto Sargento Dênis foi a folha que o titular José Alves Formiga não deveria ter cortado. Entrou em bravo formigueiro e também saiu ferroado.

Novo jardim – Demitido, Formiguinha deve ser remanejado para outra função no Governo. Foi o que ficou acertado ontem com o grupo do prefeito Fábio Tyrone (PTB), autor da indicação.

Kassab, Rômulo e o casamento – Mais claro impossível. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse oficialmente ao Correio Debate (rádio), ontem, o que Rômulo Gouveia se esforçava para segurar. O vice-governador da Paraíba será o presidente estadual do PSD e terá a tarefa de atrair outras forças. “Rômulo terá a missão de estruturar o partido”.

Visita adiada – Por força de outros compromissos na agenda, Gilberto Kassab adiou em um final de semana a visita que faria neste domingo aos Estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Pelo que foi dito por Kassab, Rômulo chega com cacife no PSD.

Novo capítulo – Não foi muito bem digerido pelo deputado José Aldemir Meireles (DEM) o fato de ter sido preterido na presidência da Comissão de Saúde da Assembléia. Pior do que isso é perder o posto justamente para o histórico rival Vituriano de Abreu (PSC).

Pegadas dos… – O líder da Oposição, André Gadelha, provocou ao dizer que o socialista Edmilson Soares estava com prestígio superior ao líder Lindolfo Pires (DEM) no Governo.

…Dinossauros – Longe de ser herbívoro, Pires não engoliu o espinafre calado e devolveu a patada. “Não existe líder da Oposição. Quando ele for alguma coisa eu respondo”. Fossilizou a briga.

1 ano de Governo – O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, anuncia hoje, às 9h, na Estação Ciência, pacote com cerca de 30 obras. Reserva para o setor de trânsito uma atenção especial.

Descarrego – O fervoroso vereador pessoense pastor Edmilson (PRB), da Igreja Universal, não quis saber de corrente de oração. Sugeriu logo uma CPI para apurar o aumento da gasolina.

Quem encara? – Os vereadores da Capital bem que poderiam comprar a briga em favor do consumidor, que é obrigado a pagar estacionamento mesmo fazendo gordas compra nos shoppings.

Reforço – A bancada federal já pode bater na porta do senador Lindemberg Farias (PT-RJ). Ontem, ele colocou seu mandato a disposição da Paraíba. “O que puder eu vou fazer”.

Medicamentos – Revelação do secretário de Saúde, Waldison Souza. “Quando assumimos não havia estoque de remédios na Secretaria e a dívida com laboratórios era de R$ 35 milhões”.

Tirocínio – Pergunta do promotor da Saúde, João Geraldo. “O Governo culpa a gestão anterior. Aqui na Capital tem problemas e não houve mudança de gestão. De quem é a culpa”?

Trocadilho – Ontem foi comemorado o dia Mundial da Saúde. Pensando bem, nesse nosso grande Brasil quem espera por atendimento na rede pública tem que ser paciente, literalmente.

Após reforma – O leitor Edival Varandas (edvarandas@yahoo.com.br) reclama da retirada dos bancos da praça, vizinha a 3ª DP, na Epitácio. “Após oito meses a praça ainda está sem placa”.

PINGO QUENTE – "Tem muita fofoca na imprensa. Não vai ter mudança”. Do ex-secretário José Alves Formiga, ao MaisPB, ainda voando, horas depois da demissão.