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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Qual a(o) cidade/estado que queremos?

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publicado em 20/04/2011 às 22h39
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Na quarta-feira, 13 de abril, a Assembléia Legislativa do Estado (ALPB) realizou uma sessão especial e conjunta com a Câmara Municipal pessoense, cujo objetivo é debater sobre “o sistema viário da cidade de João Pessoa”. Essa sessão decorreu de requerimentos do deputado estadual Domiciano Cabral e do vereador Geraldo Amorim.

Anteriormente, no dia 7, foi o Parlamento Comum da Região Metropolitana de João Pessoa (PARLACREM-JP) que realizou uma sessão especial que teve por tema “Transporte e Mobilidade Urbana”.

Em ambos os casos ficou claramente evidenciada a preocupação dos parlamentares, tanto os estaduais quanto os municipais, para com a questão do trânsito… ou da trafegabilidade em nossas vias urbanas, cada vez mais congestionadas, sobretudo nos chamados horários de pico!

No bojo dessa importante preocupação de nossos parlamentares está, sem dúvida, um questionamento como premissa básica para o planejamento em relação ao qual temos sido de certo modo omissos: qual a cidade ou o estado que queremos?

Temos, pois, que louvar as iniciativas desses nossos parlamentares em promoverem debates e buscarem encaminhamentos que resultem em soluções para nossas questões viárias e especialmente de trânsito… trânsito que vem se constituindo no maior gargalo de todas as cidades brasileiras, inclusive Curitiba/PR (embora não na dimensão das demais). A cidade de Curitiba, porém, deixou-se planejar e cumprir as linhas de seu planejamento, sem que uma gestão governamental desconsiderasse o que a anterior tenha iniciado e mesmo planejado.

Por isto, Curitiba, que em 1975 inaugurou sua primeira “via exclusiva” (repita-se: via exclusiva, não apenas “faixa exclusiva”), conta hoje com um sistema de transporte público que é referência nacional e até internacional. E assim o é exatamente por sua infra-estrutura que garante, em boa parte da cidade, que os ônibus não “disputem” as vias ou espaços públicos com os automóveis e motos. O fluxo, portanto, tende a ser normal, com o consequente cumprimento dos horários das viagens, item este (o cumprimento dos horários das viagens) que mais caracteriza a boa qualidade do transporte público, repercutindo na satisfação dos usuários.

E, entre nós, da Grande João Pessoa e da Paraíba, o que nos tem faltado, afora uma maior crença, prática e cumprimento ao planejamento?
– A resposta ou as respostas têm sido dadas todos os dias e as lemos ou ouvimos através dos jornais, revistas, rádios, portais e televisões, respostas estas expressas em algumas palavras ou frases como “espírito público”, “integração de ações”, “vontade política”, “despojamento político-eleitoral” e, principalmente, “objetividade na ação”.

Por ocasião da sessão do dia 7, do PARLACREM-JP, tivemos oportunidade de chamar a atenção de dois assuntos que foram focados por vereadores, naquele próprio evento: (1) o congestionamento de todas as manhãs e início das noites na BR-230, à saída do Renascer e em frente à ASPER; e (2) o tanto tempo que se está levando para a construção do acesso da BR-101 (Bayeux) ao Aeroporto Castro Pinto. Estes dois problemas, problemões, bem caracterizam nossa falta de integração, falta de objetividade nas ações, falta de despojamento político-eleitoral, assim como falta de espírito público que nos conduzam a uma solução conjunta (unindo Estado, Prefeituras e DNIT) para que, imediatamente, tenhamos as prontas soluções!
 

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