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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Enfim, a passarela ASPER! E a do Renascer?!…

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publicado em 25/04/2011 às 15h30

De parabéns está a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) que tomou para si a responsabilidade e conseqüente ônus financeiro pela e para a construção da já há tanto tempo tão reivindicada passarela de pedestres em frente às Faculdades ASPER, na BR-230 (“Estrada de Cabedelo”).

Como todos sabemos, a BR-230 é estrada federal, pelo que sua manutenção e melhorias (inclusive construção de passarelas) são de competência do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), tanto quanto a fiscalização no que respeita ao seu trânsito/tráfego cabe à PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Logo, no rigor das competências não caberia à PMJP essa tão necessária intervenção. No entanto, como o DNIT mostrou-se impotente para viabilizar essa passarela (tão urgente para a segurança dos pedestres e descongestionar aquele trecho da BR), a Prefeitura de João Pessoa assumiu as providências reclamadas e no recente dia 19 entregou à população tal equipamento.

Em meu pensar, todo esse trecho da BR-230, desde o Viaduto de Oitizeiro, aqui em João Pessoa, até o Porto de Cabedelo, não mais se adéqua às características de rodovia federal. Esse trecho já há tempo passou a ser visto e utilizado como via urbana e como tal deveria ser encarada pelas autoridades competentes.

Em outras palavras: as Prefeituras de João Pessoa e de Cabedelo poderiam articular-se com o Governo do Estado para que este consiga do Governo Federal, e do DNIT especificamente, os atos próprios à estadualização do referido trecho rodoviário, sem que o mesmo Governo Federal/DNIT fique desobrigado de apoiar financeiramente as manutenções e melhorias que se façam necessárias. Ato contínuo, o Governo do Estado e as duas Prefeituras firmariam convênio para partilharem as atividades de fiscalização do trânsito/tráfego e promoverem as intervenções técnicas emergenciais para melhor fluidez do mesmo trânsito/tráfego.
 

No bojo dessas intenções e/ou necessidades, já se daria a resposta à pergunta quanto à passarela ou outra alternativa para o trecho à saída (ou entrada) do Conjunto Renascer. Para os que não saibam, é preciso dizer que todas as manhãs, no horário das 6h30 e 8h30, em um trecho de apenas 500 metros entre o Casanova Center e a lombada/faixa de pedestres à saída do Conjunto Renascer, os veículos estão demorando entre 5 e 8 minutos, percurso este (500 metros) que a uma velocidade de 60 km/h seria feito em tão somente 30 segundos. Significa que nesse intervalo de duas horas (entre 6h30 e 8h30) mais de 2.000 veículos, todos os dias, estão desperdiçando/queimando combustível cada um por até mais de 5 minutos, parecendo “queimar” dinheiro (combustíveis) para desnecessariamente poluir o meio ambiente, afora atrasar a população em suas necessidades de ir e vir.

Foi veiculada notícia de que, com a passarela em frente à ASPER, o sinal luminoso (para a segurança na passagem dos pedestres) será transferido para aquele trecho à saída do Conjunto Renascer. Já é um alento! E certamente vai melhor controlar e racionalizar a passagem dos pedestres naquela parte, repercutindo na redução do tempo que os veículos estão atualmente levando entre o Casanona Center e a lombada do Renascer (hoje, como já dito, entre 5 a 8 minutos).

Mas, há algo a mais para ali fazer, urgentemente e não só ficarmos a esperar “um novo viaduto projetado pelo DNIT”. Que em futuro, que não se sabe quando, venha o viaduto. Mas, agora, já, aquele trecho precisa de intervenções técnicas de engenharia para racionalizar, também, a entrada e saída de veículos no Conjunto Renascer. Já! Agora! A não ser que as autoridades nem liguem que mais de duas mil pessoas, ali, pelas manhãs, todos os dias, estejam perdendo 5 a 8 minutos de seus ir e vir, implicando também em uma queima desnecessária de combustível… que mais polui o meio ambiente!
 

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