João Pessoa, 20 de agosto de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora

Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Acabou o teatro

Comentários:
publicado em 02/05/2011 às 15h22
A- A+

O Cássio que aguardou resignadamente todo o desfecho da decisão em torno de seu processo no Supremo Tribunal Federal foi o mesmo que perdeu a paciência em outra esfera que também lhe provoca contrariedade: o comando estadual do PSDB.

E cá entre nós. Com razão. Apesar de ter provado liderança, jogo de cintura e cálculo preciso na construção da aliança com o PSB e vitória nas urnas, o ex-governador tem que se “submeter” a minoria quando lidera o grupo tucano majoritário.

O incômodo ficou claro no encontro da juventude do PSDB esse final de semana. Evento que Cássio sequer foi convidado oficialmente e ainda assim compareceu à solenidade, apesar da descortesia. Mas foi visivelmente chateado.

Aproveitou para desabafar as insatisfações. E fez o que há muito tempo evitava: peitou Cícero Lucena, a quem acusou veladamente de engendrar manobra, através da formação de comissões provisórias municipais. “O PSDB não é cartório”.

Cícero também não se fingiu de morto. Chamou Cássio para o confronto quando ironicamente devolveu: “Os descontentes já estão saindo”, cutucou, numa referência ao vice e cassista Rômulo Gouveia. Nas entrelinhas, sugeriu o mesmo a Cássio. Fatal.

A troca de recados abriu os bastidores do camarim ao público. Nesse teatro, não há mais texto para dois protagonistas. Cássio julga não ter perfil para fazer uma “pontinha”. Quer o papel principal. E Cícero não aceita ficar só na platéia.

Não abre  –
vai definir a nova direção do partido é a circunstância”. Do senador Cícero Lucena, dando a entender que não abre mão do comando do partido para Cássio.

Azedou –
vamos admitir é um partido cartorial. Isso não é compatível. O PSDB não é um cartório”. Queixa do ex-governador Cássio Cunha Lima sobre “manobra” na legenda.

Ricardo, a reciprocidade e a pedagogia –
suas andanças, o governador Ricardo Coutinho tem impressionado aliados nos municípios pelos gestos de reciprocidade, mesmo nas cidades onde o então candidato do PSB perdeu. Em muitas delas, prefeitos adversários se insinuam para adesões. Pedagógico, Ricardo prioriza quem abraçou sua bandeira na hora do aperreio.

Time em campo – am vistos na comitiva do governador nesse fim de semana no Sertão os secretários Efraim Morais, Gilberto Carneiro, Lúcio Flávio, Livânia Farias, Walter Aguiar, Waldyson Sousa, Gustavo Nogueira, Rodrigo Carvalho e Deusdete Queiroga.

Preferência – Coluna já havia antecipado que quem conversava com o deputado Romero Rodrigues (PSDB) tinha a impressão de uma carta guardada na manga na disputa municipal de Campina. O trunfo foi revelado. Cássio deu declaração pública em favor do primo.

Perguntinha –
Se houver a provável disputa entre Cássio e Cícero pelo comando do PSDB, com quem o deputado Ruy Carneiro vai ficar? Será que o “neutro” registra candidatura dessa vez?

Queixoso –
Ao secretário executivo do PAC, Ricardo Barbosa, o deputado federal Wellington Roberto (PR) se queixou de discriminação do Governo aos prefeitos de sua base.

Reforma do teatro –
É compreensível que o senador Vitalzinho tenha apreço pela gestão do irmão, mas dizer que Veneziano “revolucionou” a cultura de Campina Grande é excesso de idolatria.

Casadinha –
Por falar em Vitalzinho, aliados do senador ainda não desvendaram o mistério das votações casadas do colega Wilson Santiago com o rival Cássio Cunha Lima.

Na pele –
O prefeito de Marizópolis, Zé Vieira, se indignou por não ter falado na entrega de casas na cidade. A amigos, ele acusou o cerimonial do Governo de “ditadura”. Logo ele!

Queridinho –
A festa de aniversário do vereador Bira Pereira (PSB) na Associação do Cefet, no Bessa, mostrou que o cardápio do socialista agrada em cheio ao ‘gosto’ do coletivo.

Águas quentes –
Ficou explícito no final de semana o azedamento entre Lindolfo Pires e Zé Aldemir. Nem o ambiente bucólico do Brejo das Freiras inspirou um simples aperto de mão.

Disputa –
O diretor administrativo da Cehap, Rogério Trócolli, candidato a vereador em João Pessoa, terá que rebolar para ficar com maior parte do espólio de Edmilson Soares.

Terapia –
Para não ficar ocioso, o ex-deputado Dinaldo Wanderley (PSDB) acompanha a esposa Edna Wanderley, secretária executiva de Desenvolvimento, em agendas no Interior.

Incômodo –
Tem gente em Bayeux passando recibo diante da iminente incursão do grupo de Marcus Odilon na sucessão municipal. Já há vereadores se aproximando do “cavalheiro”.

PINGO QUENTE – “Tem mais bundas do que bandas”. De Biliu de Campina sobre as atrações do chamado “forró de plástico”.