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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

É dando que se recebe

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publicado em 17/05/2011 às 07h46

Contactado pela coluna, o ex-secretário da Receita, Nailton Ramalho, tentou explicar a suspeitíssima operação que livrou o Grupo São Braz de pagar multa de R$ 7,5 milhões, pelo não recolhimento de ICMS entre os anos de 2005, 2006 e 2007.

Nailton argumentou que o atraso no depósito dos impostos é comum às empresas inscritas no Fain e que quando isso acontece é solicitado novo prazo, dando a entender que algo parecido teria ocorrido com a São Braz Alimentos LTDA.

A empresa, garante Nailton, teria procurado a Receita no exercício anterior e parcelado a dívida orçada em torno de R$ 2,5 milhões. O ex-secretário considerou irregular a multa aplicada pelo auditor Newton Arnaud. “Esse procedimento foi irregular porque ele utilizou as mesmas planilhas”.

Nailton jura não ter tomado isoladamente a decisão de revogar o trabalho do colega. Ele diz ter convocado o Comitê de Estudo Tributário, órgão de assessoria do secretário, e não o Conselho de Recursos Fiscais. “Não estava no nível do Conselho”.

O doutor Nailton é um expert no assunto e por isso tem acervo de argumentos para tentar justificar o estranho despacho, mas a pulga que pousou atrás da minha orelha não pára de espernear e de sussurrar pergunta de dificílima resposta.

Por que o processo foi arquivado no dia 20 de outubro, dias antes da TV Cabo Branco, do Grupo São Braz, contratar aquela pesquisa dando empate técnico na disputa onde o Governo, autor de gesto tão samaritano, perderia por 148 mil votos de maioria?

Sem vínculo –
O advogado Marcelo Weick, ex-chefe da Casa Civil, aciona a coluna para negar qualquer relação profissional ou atuação nos processos do Grupo São Braz.

Sociedade –
Há tempos, informa Weick, ele deixou a sociedade com Felipe Negreiros e Rogério Varela, escritório de advocacia patrono da defesa das empresas do Grupo.

A decisão de Léo Abreu –
Caiu como uma bomba em Cajazeiras renúncia do prefeito Léo Abreu (PSB). O desejo de sair da vida pública e não disputar a reeleição já havia sido manifestado pelo jovem médico, mas a radical decisão de interromper prematuramente o mandato causou rebuliço até entre aliados que não esconderam a frustração diante do fato.

As motivações do gestor renunciante –
Em Cajazeiras foram muitas as especulações em torno da renúncia de Léo. Desencanto e decepção com a política seriam motivos levantados. Houve também quem cogitasse aprovação do prefeito em concurso da Polícia Científica do Ceará como outra razão.

A razão mais lógica –
Engenheiro de uma gestão marcada por denúncias de nepotismo, Léo renunciou para viabilizar juridicamente a candidatura do pai, deputado Vituriano de Abreu (PSC), na sua sucessão. Até no último instante, Léo não abriu mão de priorizar a família.

Reações –
Apesar de adversária, a vereadora Léa Silva (DEM) lamentou a renúncia. “Vejo com extrema preocupação. Deve ter sido muito grande a pressão”, disse emocionada.

Desculpas –
“Se cometi alguma injustiça, peço perdão”. Trecho da longa carta renúncia ,onde Léo Abreu fez detalhada prestação de contas do seu abreviado mandato na cidade.

Jovem prefeito –
“Estamos prontos. Estamos dispostos a trabalhar. Vou responder com trabalho”. Do novo prefeito de Cajazeiras, ex-vice Carlos Rafael (PTB), 26 anos, ao tomar posse.

Recado a Tyrone –
Ao assumir pré-candidatura a prefeito de Sousa, o deputado André Gadelha (PMDB) atribuiu denúncias envolvendo seu nome a “candidato frouxo, que tem medo”.

Tem que explicar –
A Emlur precisa dizer se o gari, funcionário da Autarquia, é ou não o mesmo que venceu razoável licitação para fornecimento de caminhões compactadores.

Procura-se –
Chico Pessoa, presidente da Câmara de Monte Horebe, sumiu com a chave do prédio na tentativa de barrar nova eleição na Casa. A oposição está se reunindo no meio da rua.

Chute de bolinha –
Pré-candidato a prefeito de Campina Grande, Arthur Almeida (PTB), acusou os grupos Cunha Lima e Vital do Rêgo de só trabalharem em benefício da própria família.

Vai depender –
Observação pertinente do deputado Almeida Lima (PMDB-SE), ontem em João Pessoa. “O resultado da reforma política dependerá muito da participação popular…”

E tem razão –
“… O interesse maior é da sociedade. Nem sempre os interesses da classe política coincidem com os da população”, alerta Almeida. No que tem toda razão.

Incentivo –
R$ 1 milhão. Esse será o valor investido pelo Governo na implantação do Distrito Industrial de Patos, segundo anunciou ontem o governador Ricardo Coutinho.

PINGO QUENTE – “Querem apenas escapar da lei. São aproveitadores”. Deputada Luiza Erundina (PSB-SP) ‘afagando’ os novos filiados da ideologia PSD.

 

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