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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

O baú de Fontinelli

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publicado em 22/05/2011 às 09h05

A coluna recebe longa epístola do jornalista José Maria Fontinelli, veterano repórter esportivo e testemunha de vários episódios obscuros envolvendo a Federação Paraíba de Futebol, sob a égide da doutora Rosilene Gomes. Ele começa questionando o discurso da falta de recursos.“ A presidente gasta todo ano com reforma no gabinete, troca de móveis, quadros de pintores famosos…”.

Ataca o argumento da eleição democrática. Lembra que quem elege Rosilene são os clubes de bairro que “se vendem por meões, camisas, chuteiras ternos fabricados pela sua empresa do Distrito de Mangabeira”. Para despitar, a distribuição, segundo o jornalista, é feita na calada da noite em Cabedelo.

“No meu tempo (deixei esta área há muito tempo), a CBF mandava numerário para a FPF através de uma conta na CEF, que Toinho, seu manda chuva, mas honesto, não deixava ninguém ver seu número e guardava a sete chaves até hoje”, revela.

E segue: “Ela sempre faz viagens ao exterior, custeadas pela CBF recebendo diárias em euro, na companhia de filhos e noras, chegando ao desplante de alugar helicóptero para passeio, como fez em Foz do Iguaçú e no Paraguai à custa da CBF, e os dirigentes amadores recebendo meões, camisas e calções surrados como cala boca”.

Sobre a arbitragem. “É ela que escolhe os árbitros, quem diz quem deve ser escalado, quem escolhe o presidente do Sindicato, quem bota pra fora, quem paga as arbitragens”. E encerra conclamando uma luta pela moralização do nosso futebol. Contou outras, mas por falta de espaço, eis uma breve síntese. Com a palavra, Rosilene.

Alto risco –
Ou aquele enrolado agente político cai ou gente mais graúda pode ser mortalmente atingida. É só o que se diz com freqüência na ágora política paraibana.

Pra se manter –
Segundo apurou o repórter Henrique Lima, do Correio Debate (rádio), o superintendente dos Correios, José Pereirinha, anda procurando um padrinho.

Vené não vai –
Diferente de Nabor Wanderley (Patos) e Léo Abreu (Cajazeiras), o prefeito Veneziano Vital (PMDB) não foi à plenária do Orçamento Democrático na noite da última sexta, em Campina Grande. O “cabeludo” não quis dividir o mesmo o ar do ambiente onde estavam Ricardo e Cássio. Ou então não quis arriscar nova “guerra” dos números.

A explicação da ausência –
A assessoria de Veneziano se apressou e distribuiu release para discretamente explicar a ausência do gestor campinense. Vené estava na mesma hora no velório do pai do secretário executivo Hermano Nepomuceno, a quem prestou solidariedade.

Ironia no trânsito –
O secretário executivo do PAC, Ricardo Barbosa, quase perde o vôo na viagem marcada para discutir o PAC da Mobilidade devido a um engarrafamento em João Pessoa. Chegou em Brasília carregando na mala um testemunho próprio do caos no trânsito.

Ordem do dia –
Por falar no assunto, qualquer candidato que quiser governar João Pessoa será obrigado a se subsidiar de vasto acervo de idéias, projetos e alternativas para o trânsito.

Revanche –
A Signo, agência da campanha de Zé Maranhão no 2º turno, fará o programa de TV do PT da Paraíba, a ser exibido em junho. Já tem gente com pena do lombo do “mago”.

Pôr do sol –
O deputado federal Efraim Filho (DEM) resolveu peitar o MPF na briga contra o fechamento dos estabelecimentos em torno da praia do Jacaré, em Cabedelo.

Solidariedade –
O vice-prefeito de Campina, Zé Luiz (PSC), tentou contato telefônico com o ex-colega de Assembléia, Pedro Medeiros, vítima de AVC. “Queria dizer que não o esqueci”.

Quer jogar –
A propósito, Zé Luiz não aceita ficar no banco de reservas na disputa pela prefeitura de Campina Grande. “Não quero guardar as chuteiras. Quero ficar no campo de jogo”.

Estelionato –
Conhecida política do litoral paraibano se especializou em vender e não entregar. E ainda há aliado dela que não compreende o alto índice de rejeição e as derrotas.

Humor negro –
Imagine se ao invés de exame no Sírio Libanês, quinta-feira, o tempo da licença de Trócolli Júnior fosse definido a depender do desejo do suplente. Poderia ser fatal.

No Senado –
O senador Cícero Lucena (PSDB) prepara discurso para quarta-feira a favor da implantação do Centro de Reabilitação para Dependentes Químicos da Paraíba.

Vai dar sangue –
Moradores do Assentamento Grande Mucatu, em Alhandra, prometem reagir à chegada da usina de cimento que obrigará a saída das famílias. Estão prontos pra tudo!

Não abre  –
O prefeito de Cajazeiras, Carlos Rafael (PTB), já pegou gosto pelo cargo. Não está nem preocupado se a legislação libera ou não a candidatura de Vituriano de Abreu (PSC).

PINGO QUENTE – “Quem tem rabo de palha, não bota fogo no rabo de ninguém”. Recado do deputado Aníbal Marcolino (PSL) ao colega Tião Gomes (PSL). Qual dos dois arrisca acender a labareda primeiro?

 

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