João Pessoa, 20 de outubro de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora
LAVA JATO

Ex-Petrobras vai devolver lancha e valor milionário

Comentários:
publicado em 01/10/2014 às 08h50

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa mantinha US$ 2,8 milhões (R$ 6,7 milhões) nas Ilhas Cayman. As contas no Royal Bank of Canada foram abertas em nome de familiares. Esse valor, desconhecido até então, soma-se aos US$ 23 milhões (R$ 55 milhões) que Paulo Roberto Costa mantinha em contas bancárias na Suíça, divulgados anteriormente.

Paulo Roberto abrirá mão desses depósitos no exterior, controlados direta ou indiretamente por ele, segundo o acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal, a que ÉPOCA teve acesso, e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo os termos do acordo, que tem 26 cláusulas, Paulo Roberto colaborará com as investigações, revelando detalhes de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, e renunciará, em favor da União, a essas quantias no exterior, comprometendo-se a ajudar a repatriar o dinheiro, fruto de "atividade criminosa" na Petrobras.

A conta no Royal Bank estava em nome de genros do ex-diretor. O numerário na Suíça era mantido por Paulo Roberto, sua mulher e uma de suas filhas. Há também valores no exterior movimentados por ao menos 12 empresas offshores ligadas a Paulo Roberto Costa, mas o total ainda é desconhecido.
 

Ainda conforme o acordo de delação premiada, Paulo Roberto se comprometeu a pagar R$ 5 milhões em indenização cível por crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.

Paulo Roberto também aceitou entregar bens à União, como uma lancha no valor de R$ 1,1 milhão, um terreno no município de Mangaratiba, no Rio de Janeiro, avaliado em R$ 3,2 milhões, e valores em dinheiro: R$ 762 mil, US$ 181 mil e € 10,9 mil apreendidos em sua residência durante a Operação Lava Jato em março deste ano. O ex-diretor também entregará o Range Rover Evoque, de R$ 300 mil, que recebeu do doleiro Alberto Youssef, acusado de lavar dinheiro da propina da Petrobras Paulo Roberto Costa é acusado de receber propina de empreiteiras em troca de favorecer contratos milionários com a Petrobras. Ele foi diretor entre 2004 e 2012.

Na tarde desta terça-feira (30), a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba autorizou Paulo Roberto a ficar em prisão domiciliar. Ele usará uma tornozeleira eletrônica e será vigiado por agentes da Polícia Federal. Os termos da deleção premiada determinam que o ex-diretor fique pelo menos um ano preso em casa.

Leia Também