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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Sobre um grande homem

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publicado em 13/06/2011 às 06h33
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Costumamos atribuir esse conceito de “grande homem” só às personalidades que a própria história destacou ou destaca por suas intensas participações no mundo político-administrativo ou sócio-econômico-cultural. Esquecemos que há muitos “grandes homens” bem perto de nós… até ao nosso lado e dentro de nossas casas. E neste termo homem está também incluída a mulher, porquanto “homem”, aqui, significa “ser humano”.

Entretanto, quando lemos que um grande homem, como o filósofo francês Blaise Pascal, disse que “o prazer dos grandes homens consiste em poder tornar os outros felizes”; e também lemos que um outro grande homem, o filósofo britânico G. K. Clesterton, chamou a atenção de que “há grandes homens que fazem que todos se sintam pequenos, mas que o verdadeiro grande homem é aquele que faz com que todos se sintam grandes”, mais me convenço de que minha família já contou com um grande homem… meu pai, Antonio de Almeida Tourinho, que, se vivo estivesse, no recente domingo, 12 de junho, dia dos namorados, completaria 95 anos.

Esse grande homem Antonio Tourinho viveu sua infância e adolescência entre Alagoa Grande e Guarabira, trabalhando em sítios que não eram seus. Sempre trabalhando, desde criança.., e provavelmente por isso não estudou! Mas, mesmo sem estudo, com seus 20 anos veio morar em João Pessoa e aprendeu ser sapateiro… exímio sapateiro! E foi nesta condição que despertou ser soldado da Polícia Militar do Estado, em um tempo em que as botas e botinas de seus integrantes eram confeccionadas em oficina própria, instalada onde hoje funciona seu 1º Batalhão.

Embora dedicando dois expedientes à Polícia Militar, encontrava tempo para fazer “os bicos como sapateiro” em sua (nossa) cada, lá na avenida Redenção, no bairro da Ilha do Bispo. Quando se aposentou (ou se reformou, como se diz no âmbito militar) já era sub-tenente, recebendo a promoção para tenente. E logo deixamos de morar na casa alugada da Ilha do Bispo para a residir em casa própria que o então Montepio do Estado (hoje IPEP) propiciou.

Na última sexta-feira, por iniciativa de um de seus 11 filhos, Tourinho Filho, que reside em Bayeux, em nossa vizinha cidade houve festa comemorativa a esse grande homem, festa esta vestida de “Arraiá do Tenente Tourinho”, evento que já ocorre há alguns anos. Não pude estar presente, cujas fortes razões transmiti ao mano Tourinho Filho. Mas, soube que novamente parte da população de Bayeux, alegremente, reverenciou Tenente Tourinho, nele reconhecendo o grande homem adepto e sobretudo praticante da expressão “quem não vive para servir, não serve para viver”. Os radialistas Cardivandro de Oliveira e Cândido Nóbrega foram algumas das testemunhas dessas homenagens, a elas se incorporando. E, deste espaço, como filho orgulhoso desse grande homem, junto-me a Tourinho Filho no agradecimento a todos quantos estiveram presentes.
 

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