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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Droga: a questão é outra

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publicado em 17/06/2011 às 08h07
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Legalizar, liberar ou manter a proibição do consumo da maconha? Todas as teses estão sendo amplamente discutidas. Não faltam especialistas, teóricos ou ativistas. Por isso, leigo e ignorante no assunto não me filiarei a nenhuma dessas correntes.

Entre os adeptos dessas vertentes, só há um ponto no qual todos concordam: a maconha e todas as outras drogas lícitas e ilícitas fazem muito mal ao corpo, mente, coração e por tabela a quem circunda o viciado.

A meu ver, a discussão deve e precisa ganhar outro foco. Liberada, legalizada ou proibida, a droga sempre será encontrada à venda e pronta para o consumo. Quer queiramos nós ou não. Não há polícia capaz de transformá-la em objeto inacessível.

A questão não é mais o uso e o efeito. Esses aspectos nós conhecemos. Quem procura um entorpecente sabe mais ou menos sobre a cartilha dos malefícios para a saúde e as drásticas conseqüências para a própria vida.

Numa época onde o ter importa mais que o ser e que a felicidade para muitos se resume a um momento de êxtase, a reflexão deve girar em torno do que impulsiona uma criatura dotada de inteligência e discernimento a buscar realização num gole ou trago.

Expert’s no assunto não vão chegar a lugar algum. Porque este não é apenas um problema de saúde pública, como muitos sintetizam. Quem precisa recorrer à droga já está doente muito antes de consumi-la. De uma patologia que a bioquímica não vacina, o cientista não desvenda e a medicina não cura.

Assédio –
A política está tentando os radialistas Samuka Duarte e Emerson Machado. A dupla recebeu convite para se filiar ao PR, através do deputado estadual Caio Roberto.

Destino – Em que pese o convite do PR, Samuka deve se filiar em outra importante legenda do cenário estadual. Os entendimentos são discretos, mas estão bem adiantados.

A maconha, a marcha e o STF –
Sem fumaça, o debate da Marcha da Maconha chegou à Câmara de João Pessoa e fez a cabeça de alguns vereadores. Jorge Camilo (PT) se posicionou favorável à decisão do Supremo Tribunal Federal. “O STF garantiu importante avanço. Não temos como censurar a presença de pessoas em um evento como esse”.

Porteira aberta para as drogas –
Especialista no assunto e ex-policial federal, o vereador Geraldo Amorim (PDT) viu retrocesso no que Jorge Camilo enxerga avanço. “Daqui a pouco a luta será pela legalização do crack. Começa assim. Eu acho que agora abriram a porteira”.

Legislando em causa própria –
A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) não perdeu a oportunidade e criticou os defensores da Marcha. Polêmica às vezes, radical quase sempre, a neo-tucana espinafrou alguns colegas. “Eu acho que tem vereador aqui que vai até participar dessa Marcha”.

Afago –
Na solenidade do “Minha Casa, Minha Vida”, em Brasília, a presidente Dilma citou no discurso o desempenho de João Pessoa. Deixou Luciano Agra todo feliz…

Solteirões –
Aliás, quem observou os olhares de ambos na foto distribuída pela SecomJP foi capaz de imaginar que os dois topariam o programa “A Mesma Casa, Nesta Vida”.

Compra e venda –
João Dantas (PTN), vereador de Campina Grande, fez jus ao seu xará da década de 30. Ontem, ele acusou os ex-colegas da Oposição de terem se vendido a Veneziano.

Escambo –
“O prefeito cooptou em troca de cargos. Isso é escambo. É compra”. Recado direto para Alcides Cavalcanti (PRP), Marcos Raia (PDT) e Rodolfo Rodrigues (PR).

Descrédito –
Rodolfo não esperou tempo ruim. Ao repórter Carlos Sousa (Correio Sat), o vereador disparou: “João não tem credibilidade. Ninguém acredita no que ele diz”.

Nome aos bois –
O presidente da Câmara, Nelson Gomes (PRP), que andou flertando com o grupo de Veneziano, não gostou da insinuação e pediu os nomes. E precisa dizer?

Gira sol –
Nos bastidores da entrevista ontem dos vereadores Bira Pereira (PSB) e Fernando Milanez (PMDB), no Debate CBN (rádio), a temperatura subiu aos 40 graus.

Espinhos –
Em dado momento, Bira revidou a provocação de Milanez sobre a aliança do coletivo socialista com Cássio Cunha Lima. “Milanez não é bom de conselho político”.

Monitoramento –
Escaldado, o presidente da Assembléia, Ricardo Marcelo (PSDB), anunciou ontem a contratação de uma empresa para reforçar a segurança do edifício da Casa.
 

Panos quentes –
O líder Lindolfo Pires (DEM) não quis polemizar os novos ataques do colega Zé Aldemir, que questionou a liderança. “Não sou o único escolhido por ele”.

PINGO QUENTE – “Na Paraíba é mais fácil comprar maconha do que pão”. Do ativista paraibano Rênio Torres, a favor da liberação do uso da maconha.

 *Reprodução do Correio da Paraíba

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