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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

E a Bôtto de Menezes, hein?!…

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publicado em 22/06/2011 às 00h28
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Há duas semanas, mais exatamente na segunda-feira 6 de junho corrente, aqui neste espaço, escrevemos sobre “A desinterdição da Bôtto de Menezes”. E, animados, dizíamos que no dia 3 pessoalmente havíamos passado nas obras que provocaram a interdição provisória daquela avenida (obras programadas para serem concluídas “ao finzinho de maio ou comecinho de junho”, porquanto o prazo previsto era de 60 dias) e ouvimos dos trabalhadores, que lá se encontravam, que em mais duas semanas “a normalidade do trânsito seria re-estabelecida”.

E assim afirmavam porque a pista estaria reconstruída e liberada para o trânsito, mesmo que continuassem os serviços de “re-aterramento e arrumação ou concretização das tubulações”, destacando – eles, os trabalhadores – que a fase mais complexa tinha sido a de fixação dessas tubulações, concluída naquele 3 de junho.

Se tudo tivesse corrido normalmente, na recente segunda-feira 20 de junho muita gente de João Pessoa estaria comemorando a liberação da avenida Bôtto de Menezes, tanto os que fazem o percurso praia-centro-praia utilizando aquela via, quanto, principalmente, os que residem no bairro de Mandacaru, próximo daquelas obras e que exercem atividades como que “do outro lado da ladeira” (distância não maior que um quilômetro) e que hoje estão obrigados a realizarem seus percursos fazendo um “U” que, entre ida e volta, repercute em mais de quatro quilômetros. Pior: não só tiveram aumentada a distância e consequentemente o gasto com combustível, mas, perdido bem mais tempo, sobretudo porque essa atual interdição repercute para mais congestionamentos até na avenida Epitácio Pessoa.

Na última sexta-feira, dia 17, voltamos àquele “canteiro de obras”. E, desta vez, o que ouvimos dos trabalhadores que lá se encontravam foi a informação de que mais uns 30 dias serão levados para a desinterdição da Bôtto de Menezes!

Se os que utilizam automóvel estão “chiando” pelos gastos excedentes e especialmente quanto ao maior tempo que estão levando em seus percursos diários, imaginem a “chiadeira” relativamente ao transporte coletivo, cujos ônibus também são reféns do trânsito e de igual (ou multiplicado) modo estão tendo itinerários aumentados, cada ônibus com 8 a 10 viagens programadas para cada dia!…

O que sentimos, lá no canteiro de obras, por parte dos trabalhadores da firma responsável por aqueles serviços, é que essa firma tem todo o interesse e empenho em urgentemente os concluir. Mas, nada custa se a SEINFRA-JP insistir na recomendação da urgência e também disser, pela mídia, em quantos dias a população poderá comemorar a desinterdição da Bôtto de Menezes!
 

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