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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Medo da Cruz

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publicado em 14/07/2011 às 07h46
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Não faz muito tempo que o Trauma era motivo de preocupação, críticas e alvo de pedidos de solução urgente. O Hospital amargava talvez a pior de todas as suas crises. Categorias médicas da unidade entraram em greve e a Oposição caiu de pau.

Pois bem. Agora, vem o Governo da Paraíba e anuncia medidas que a olho nu projetam um novo modelo administrativo no Hospital. No mesmo Hospital que há pouco tempo se exigia providências drásticas para melhorar o atendimento.

Até mesmo o diligente promotor da saúde de João Pessoa, João Geraldo, teve humildade de reconhecer que a atual gestão começou a atender os reclames do próprio Ministério Público. Mas mesmo assim, há discordâncias de toda ordem.

inguém pode dizer de supetão que a pactuação com a Cruz Vermelha vai resolver todos os graves e históricos problemas do Trauma. Por enquanto, na prática, o Governo começou a agir para estancar a hemorragia. Só o tempo vai dizer se a operação foi clinicamente a mais adequada.

Por isso, é prematuro ou intempestivo também qualquer posicionamento radicalmente contrário, antes de se averiguar os efeitos das mudanças em curso. A prudência manda aguardar resultados, números e a resposta do público-alvo (pacientes).

Se o os objetivos propalados de rapidez no atendimento, saneamento financeiro e recuperação do perfil do Hospital de Trauma, hoje completamente desvirtuado, não forem atingidos, a própria população será a primeira a botar o Governo na parede.

Qual medo? –
A resistência do Sindicato dos Médicos e CRM ao novo modelo de gestão só deixa a impressão de corporativismo e medo de normas mais rígidas.

Cobrança –
O estabelecimento e o cumprimento de metas garantirá, a priori, um viés mais empresarial, diferente da inércia predominante no serviço público.

Revide de Waldson –
O secretário de Saúde, Waldson Souza, saiu da defensiva e partiu pro ataque, em resposta às críticas de setores da Oposição. “Eles criticam tudo. Se fizermos a melhor intervenção do mundo ainda tem espaço pra crítica, mas nossa preocupação é economizar dinheiro público e melhorar o atendimento ao povo”.

Terceirização no Trauma –
Waldson Souza rebateu a tese da Oposição que acusa o Governo de iniciar, “por incompetência”, um processo de terceirização do maior hospital público de João Pessoa. “Essa é uma informação desqualificada. A Cruz Vermelha não tem fins lucrativos”.

Trincaduras em ambos os lados –
Assim como no debate da permuta da Acadepol, a bancada da Oposição começa a rachar na pactuação do Trauma. Se antes a divisão interna era uma dor de cabeça restrita apenas ao bloco governista, o vírus da discórdia se disseminou…

A favor –
“A Cruz Vermelha é uma instituição séria. Eu vou cobrar resultados. Vamos torcer que dê certo”. Do deputado estadual Trócolli Júnior (PMDB).

Contra –
Já o deputado Vituriano de Abreu (PSC) anunciou logo voto contrário à pactuação. “Essa Cruz Vermelha já veio fugida do Maranhão”.

Ninguém escapa –
Há 10 anos Nilo Ramalho briga na Justiça pedindo a revisão de contrato imobiliário do Bradesco. Nem desembargador se livra da morosidade…

Rompendo em fé –
Durval Ferreira (PP), Eliza Virgínia (PSDB) e Miguel Arcanjo (PRB) enfrentarão a concorrência do pastor Isaac Venerando, da Assembléia de Deus.

Fica –
Acometido de câncer de próstata, o arcebispo Dom Aldo Pagotto descartou licença médica. “Eu estou exuberantemente bem de saúde”.

Debate –
Alvo de críticas, o prefeito Veneziano Vital (PMDB) desafiou o grupo Cunha Lima ao confronto dos oito anos dele com os 20 do clã em Campina.

Final infeliz –
O deputado Manoel Júnior (PMDB) repercutiu no twitter a nossa coluna de ontem, tratando do Caso Rebeca com analogia à personagem bíblica.

Escolha –
Conforme o Portal MaisPB antecipou, Edvaldo Rosas deixa a Secretaria de Transparência do Governo Agra. “Vou cuidar só do PSB”.

Profissionalização –
Em Brasília, o deputado Romero Rodrigues (PSDB) arrancou do Ministério da Educação a garantia da instalação do IFPB em Santa Rita.

Prejuízos –
Nos últimos dez anos, a Paraíba deixou de faturar R$ 6 bilhões por não produzir os itens básicos da cesta, calcula Tassio Pessoa, do Empreender-PB.

PINGO QUENTE – "É uma chuvinha fina, mas é molhada". Do ouvinte Antônio Abrantes, do Lastro, no programa Balanço Geral, da Rede Correio Sat, falando das chuvas na região de Sousa

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba

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