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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Walter Galvão, Jornalista!

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publicado em 21/07/2011 às 00h04
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A imprensa paraibana, desde suas origens, tem contado com grandes Jornalistas com “J” maiúsculo, mesmo!
Mas, permitam-me, tantos atuais Jornalistas paraibanos, que neste específico espaço destaque exclusivamente Walter Galvão, Editor Geral do Correio da Paraíba, especialmente pela oportunidade de poder referir-me ao artigo que assinou em data de 13 de julho, com o título “O escândalo da imprensa”, publicado naquele jornal.

Só os grandes profissionais, por sua ética e sinceridade (o que equivale dizer obedientes à verdade), “dispõem-se a se dispor” manifestar suas opiniões contra os desvirtuamentos da própria área de atuação, sejam estes desvirtuamentos por iniciativa das empresas ou de seus operadores (os repórteres/jornalistas).

E, nesse contexto, Walter Galvão reporta-se ao recente fechamento do tradicional tablóide inglês “News of the World”, que já tinha 168 anos de circulação e que foi flagrado cometendo invasão de privacidade, espionagem e “devassa indigna e ilegal da intimidade das pessoas”. Em sua indignação, escreveu Walter Galvão: “Centenas de cidadãos acima de qualquer suspeita ou de vaidades típicas do poder foram bisbilhotados e até perseguidos… Tudo a mando da direção do jornal”.

Em outro trecho, Walter registra: “Mesmo os suspeitos, celebridades, acusados, condenados, mesmo estes, no Estado Democrático de Direito, têm direitos que impõem limites a qualquer avanço da imprensa que desrespeite a fronteira da legalidade”.

E enfatiza o Editor Geral do Correio da Paraíba: “É absolutamente chocante a arrogância de uma equipe capacitada que renunciou ao jornalismo enquanto tradição investigativa a serviço do esclarecimento da sociedade e partiu para a construção de um noticiário artificial porque resultante de expedientes imorais e ilegais”.

Quase na conclusão de seu marcante texto, Walter Galvão adverte: “O jornalismo não pode mentir para favorecer interesses escusos, omitir para beneficiar desonestos, muito menos distorcer para os fatos em favor de seus próprios interesses”.

Esse artigo de Walter Galvão, “O escândalo da imprensa”, por si só, reproduzido integralmente, já bastaria como chamamento para a importância e responsabilidade do Jornalismo (Jornalismo também com “J” maiúsculo). Entretanto, mencionando-o e só destacando alguns de seus trechos, quero dizer de minha pessoal solidariedade a tal posicionamento, solidariedade que entendo ser igualmente de toda a sociedade… sociedade pessoense e sociedade paraibana. Afinal, a opinião pública sabe separar o joio do trigo. Sabe separar o que é matéria retratando a realidade de matéria artificializada. Sabe separar o jornalismo lícito que busca mostrar a verdade, do jornalismo fabricado que tenta extorquir.

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