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NO TEXAS

Morre primeiro paciente com ebola nos Estados Unidos

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publicado em 08/10/2014 às 14h34

O homem de nacionalidade liberiana diagnosticado com ebola no Texas morreu nesta quarta-feira (8), informou o hospital de Dallas. Thomas Eric Duncan havia tomado um medicamento experimental chamado brincidofovir no último sábado (4), quando seu estado de saúde passou de grave a crítico, segundo o Hospital Presbiteriano do Texas, em Dallas.

"É com profunda tristeza e com sincero desapontamento que informamos a morte de Thomas Eric Duncan às 7h51 desta manhã", dizia um comunicado do porta-voz do hospital.

Duncan foi a primeira pessoa diagnosticada com ebola nos Estados Unidos e acredita-se que ele tenha sido infectado na Libéria.

Moradores da capital liberiana acreditam que Duncan pegou a doença quando ajudou uma mulher enferma a entrar em um táxi para ser levada ao hospital.

Atualmente, o oeste da África enfrenta a maior epidemia da doença em sua história, com mais de 3.400 mortos desde o início do ano.

Diversos pacientes norte-americanos foram enviados da África Ocidental para serem tratados nos Estados Unidos, mas Duncan foi a primeira pessoa a começar a demonstrar sintomas da doença já em território norte-americano.

Duncan conseguiu voar de Monróvia, capital da Libéria e epicentro do surto de ebola, para os EUA porque não apresentou febre ao ser examinado no aeroporto e preencheu um questionário dizendo que não teve contato com qualquer pessoa infectada pelo vírus letal.

Autoridades da Libéria afirmaram que ele mentiu no questionário e esteve em contato com uma mulher grávida que depois morreu por causa da doença. O ebola pode levar até três semanas para manifestar sintomas em suas vítimas, ponto a partir do qual se torna contagioso.

Duncan começou a se sentir doente pouco depois de sua chegada ao Texas. Ele se dirigiu a um hospital de Dallas em 25 de setembro, mas foi inicialmente mandado de volta para casa após ser medicado com antibióticos.

O estado do paciente piorou e ele retornou de ambulância para o hospital em 28 de setembro, sendo diagnosticado com o ebola.

Autoridades disseram que até 48 pessoas podem ter sido expostas por Duncan ao vírus, e que 10 pessoas sob maior risco estão cooperando com o as autoridades de saúde pública, mantendo-se em quarentena voluntária. As outras 38 pessoas que podem ter sido expostas tem a temperatura examinada com regularidade.

G1