João Pessoa, 15 de dezembro de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora
PAQUISTANESA

Malala dedica Nobel a crianças sem voz e convida premiês para entrega

Comentários:
publicado em 10/10/2014 às 15h28

A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos e que recebeu o Nobel da Paz nesta sexta-feira (10), declarou estar honrada por ser a primeira paquistanesa e a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio e o dedicou às crianças que não têm voz.

Ela sobreviveu a uma tentativa de assassinato dos talibãs em 2012 por sua militância a favor da educação das meninas em sua região natal do noroeste do Paquistão.

Malala dividiu o prêmio com o indiano Kailash Satyarthi, que faz campanha contra o trabalho infantil e a organiza numerosas formas de protesto pacífico contra a exploração de crianças para ganho financeiro. A jovem foi premiada "por sua luta contra a supressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação".

"Este prêmio é para todas as crianças que não têm voz, cujas vozes precisam ser ouvidas", disse a jovem Malala em uma coletiva de imprensa em Birmingham, onde ela estuda.

Malala também convidou os primeiros-ministros de Paquistão e Índia, dois países com relações tensas, a assistir à entrega do Nobel da Paz.
"Pedi para o honorário primeiro-ministro Narendra Modi e o honorável primeiro-ministro Nawaz Sharif se juntarem a nós" na cerimônia de entrega do prêmio, declarou.

A cerimônia será realizada em Oslo no dia 10 de dezembro.

Já o indiano Kailash Satyarthi dedicou o prêmio às crianças vítimas da escravidão, prometendo “unir as mãos” com a ativista paquistanesa, num momento em que Índia e Paquistão voltam a se enfrentar pelo território da Caxemira.

Premiada por diversas organizações recentemente – como o respeitado Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, do Parlamento Europeu –, Malala Yousafzai não conquistou sua notoriedade de maneira fácil. A jovem se tornou conhecida ao mundo ao sobreviver uma tentativa de assassinato dos talibãs em 2012 por sua militância a favor da educação das meninas em sua região natal do noroeste do Paquistão.

G1

Leia Também