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SAÚDE

Ebola: EUA iniciam vistorias em viajantes vindos da África

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publicado em 11/10/2014 às 15h31

 Novos esforços dos Estados Unidos para impedir a disseminação da epidemia do vírus Ebola terão início neste sábado no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, onde equipes munidas com sensores térmicos e questionários farão vistorias em viajantes vindos de países da África Ocidental, local mais atingido pela doença.

O JFK é o primeiro de cinco aeroportos nos EUA que passarão a vistoriar viajantes que chegarem de Guiné, Libéria e Serra Leoa, onde foram registradas grande parte das mais de 4.000 mortes pela epidemia. Quase a totalidade dos viajantes que chegam aos EUA vindos desses países chegam pelos aeroportos JFK, Newark, Washington Dulles, Chicago O’Hare e Hartsfield-Jackson Atlanta. Nos outros quatro aeroportos, os procedimentos começam na próxima semana.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA disse que a vistoria de passageiros nos aeroportos é apenas um aspecto da estratégia mais ampla contra a disseminação do Ebola. “Com a intenção de proteger a população norte-americana, estamos fazendo uma verificação mais rígida”, afirmou o porta-voz do centro de controle de doenças, Jason McDonald.

O JFK recebe cerca da metade dos quase 150 passageiros que chegam diariamente dos três países africanos aos EUA, e esses voos representam cerca de 0,1% de todas as chegadas internacionais diárias no aeroporto, segundo McDonald. Usando pistolas de temperaturas, funcionários de controle de fronteiras checarão temperaturas elevadas entre os passageiros que começaram suas viagens ou cuja jornada teve uma parada em um dos três países africanos.

Os passageiros com febre e outros sintomas de possível exposição ao Ebola serão encaminhados ao CDC, que determinará os próximos passos. Autoridades da saúde podem decidir levar a pessoa a um hospital para mais exames e tratamentos, ou colocá-la em quarentena e isolá-la, de acordo com a lei federal. Mas autoridades norte-americanas nunca usaram monitores de febre em viajantes, segundo Lawrence Gostin, que dá aulas de direito mundial da saúde na Georgetown Law School, e que o mesmo sistema não funcionou bem no Canadá e na Ásia na época da epidemia de Sars, em 2002.

Monitoramento de febre "praticamente não tem eficácia", disse ele. "É improvável que nos mantenha seguros."

Terra