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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Represália do crime

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publicado em 30/08/2011 às 06h56

Bastou o Governo mudar a direção do PB1, cuja investigação do Ministério Público aponta facilitação e completo afrouxamento na relação com os “cabeças” do tráfico, e o crime organizado mandou seu recado de represália.

Afora o arrocho da nova direção, as últimas transferências de perigosos apenados provocaram fúria desmedida das organizações criminosas na Paraíba. A resposta vem com greve de fome e o fomento a disseminação de toda série de boatos.

Presidiários estariam sendo obrigados a aderirem ao motim, sob constantes ameaças dos líderes das facções criminosas. Eles também estimularam comparsas a ligar para redações da imprensa denunciando tortura de presos na tentativa de criar um clima de caos no sistema prisional e um ambiente de comoção social.

Nada acontece por acaso. Os caciques do tráfico querem peitar o Estado e a sociedade porque não podem mais saborear pizza e até quebrar a monotonia com banquete de lagosta, iguarias que chegavam comumente no interior da cadeia.

Ainda bem que o Governo tem começado a romper com o circulo vicioso instalado nessas penitenciárias e se revestido de coragem para não se dobrar aos caprichos de quem não tem pudor sequer de utilizar parentes nessa suja queda de braço.

Cansado da violência reinante, o cidadão espera que o setor público tenha pelo menos postura severa com aqueles que comprovadamente cometeram delitos, já que exigir proteção contra a ação dos marginais soltos parece pedir demais.

Tolerância zero –
O governador Ricardo Coutinho não se intimidou e avisou. “O crime organizado não vai indicar diretor de presídio nem aqui e nem em Cajazeiras”.

In loco –
O presidente da OAB-PB, Odon Bezerra, entrou no PB1. De lá saiu com duas constatações: não há tortura e a adesão à greve se deu mediante ameaças.

Chance para os presos, esperança para todos –
A obrigação das empresas que prestam serviço ao Estado reservarem 5% da mão de obra para ex-apenados e a assinatura de convênios para cursos profissionalizantes ultrapassam a oportunidade de uma segunda chance para recuperação da cidadania com a volta ao convívio social e a reinserção no espaço do mercado de trabalho.

Tirando soldados do crime –
A medida pode refletir diretamente no enfraquecimento do crime organizado, ao passo que este deixar de ser o único caminho para quem sai da cadeia, e tende a colaborar com a baixa da violência, a longo prazo. Menos bandido, menos dor de cabeça.

Nova lógica para encarar o problema –
“Estamos deixando de virar as costas para essas pessoas e abrindo a perspectiva do ex-detento deixar de ser refém do crime organizado”, ressaltou Harrisson, que ao lado do governador Ricardo, lançou o Plano de Ressocialização, ontem, no Palácio.

Mais um –
Pois não é que o senador Wilson Santiago também gostou da idéia e resolveu entrar na lista peemedebista dos pré-candidatos a prefeito de João Pessoa.

Por cima de pau… –
Em contato com a coluna, o deputado Manoel Júnior reafirmou disposição de ir até o fim nas suas pretensões, mesmo com Maranhão pelo caminho.

Sinal verde –
Apesar de reiterar manutenção na Oposição, o deputado Wellington Roberto (PR) disse que o filho, Caio, está autorizado a votar nos bons projetos na Assembléia.

Bem vindo –
A secretária de Saúde de Campina Grande, Tatiana Medeiros, se disse lisonjeada com o convite de filiação do PR. “É um gesto que muito me orgulha”.

Na espera –
Tatiana, entretanto, esclareceu que ainda não se lançou candidata a prefeita e que vai aguardar o sinal do prefeito Veneziano. “Vou esperar nosso líder”.

Cutucando –
“É uma mídia enganosa”. Do deputado Romero Rodrigues (PSDB), para quem há duas realidades em Campina: a da mídia institucional e das ruas da cidade.

Tartaruga, não –
O deputado Efraim Filho discorda de quem acha que o DEM caminha a passos lentos para 2012. “Nós estamos liderando pesquisas em oito cidades pólo”.

Armistício  –
A vereadora Raíssa Lacerda contacta à coluna para esclarecer que foi dela a iniciativa de pacificação com Bosquinho (DEM). “Eu é que o procurei”.

Alvo –
Acossado pelos outdoors espalhados na cidade pelo Fórum em Defesa do Shopping de Mangabeira, o deputado Gervásio Maia (PMDB) promete revidar.

Providências –
Gervasinho classificou de intimidação a estratégia do Fórum contra os deputados desfavoráveis à permuta. “Vou cobrar da Mesa Diretora uma medida”.

PINGO QUENTE – “A experiência dele é muito limitada. Precisa ser humilde”. Do arcebispo Dom Aldo Pagotto, aconselhando o novato e polêmico deputado Toinho do Sopão, mesmo sem o deputado ir ao confessionário pedir orientação.

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba

 

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