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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Segurança pra ontem

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publicado em 02/09/2011 às 08h41

Os números da violência na Paraíba, nos últimos anos, revelados pelo secretário de Segurança, Cláudio Lima, são inquestionáveis. Governo a governo, a Paraíba não tem tido competência para baixar os índices de violência que, ao contrário, só crescem.

Do ano passado pra cá, o número de homicídios já cresceu em quase 15% e a previsão é nada animadora. Segundo o próprio secretário, poderemos saltar de 1.485 (2010) para mais ou menos 1.700 mortes no Estado até o final do ano. Já se vão 1.100.

A luta hercúlea deste Governo é contrariar as previsões e impedir que a cólera dos marginais bata os cálculos e projeções levantadas pelo doutor Cláudio Lima. Se não conseguirmos, assistiremos mais e mais vidas sendo apagadas pela força do crime.

O problema é crônico. Tão grave que a Força Nacional de Segurança desembarcou ontem na Paraíba para tentar desvendar 1.680 homicídios não elucidados, um acumulado que se arrasta desde 2007. Se essas mortes não foram desvendadas, provavelmente a Polícia deixou de prender igual número de assassinos.
A estatística estarrecedora, que nos obrigou apelar por socorro da Força Nacional, não significa, entretanto, que temos uma policia judiciária ineficaz. Significa que ao longo de décadas a Segurança passa longe de ser prioridade de gestão.

Na falta de estrutura, efetivo em número e com salário razoável, e de investimento, não existe milagre e nem mágica a fazer. O governador Ricardo Coutinho tem a receita na mão para começar a mudar essa realidade. Pode começar por onde os antecessores negligenciaram: fazer da paz social uma política de governo.

Volume –
Segundo o coordenador e delegado Humaitan Oliveira, a missão da Paraíba é a maior até agora da história da Força Nacional de Segurança, desde a fundação em 2004.

Foco –
Os 31 policiais da Força ficarão três meses em João Pessoa, mas vão atuar também na investigação de homicídios registrados nas cidades da região metropolitana.

Cícero já foi ouvido pela Justiça Federal –
Diferente do que a coluna divulgou, a Justiça Federal da Paraíba ouviu ontem à tarde os representantes das empresas citadas no esquema de fraudes em licitações, que remete ao ano de 1998. O ex-prefeito Cícero Lucena, personagem central do processo, foi ouvido semana passada, separadamente, por decisão da própria Justiça.

Empresas envolvidas –
Segundo a coluna apurou, estavam previstos para ontem os depoimentos dos representantes da Coesa Engenharia LTDA e Cojuda – Construtora Julião LTDA, que prestaram serviços ao Governo de Cícero sem ou com o aproveitamento de licitação.

Ex-secretários prestam depoimentos –
Além das empresas, também foram ouvidos dois ex-secretários da gestão Cícero Lucena. Rúbria Beltrão e Everaldo Sarmento, ambos da infra-estrutura. Rúbria confirmou que ao invés de licitação eram feitos acordos entre as empresas.

Disponível –
Em contato com a coluna, a assessoria do senador informou que o próprio Cícero Lucena pediu à Justiça para prestar todos os esclarecimentos.

Nem aí –
O deputado Doda de Tião (PMDB) continua irredutível. “Não devo nada ao PMDB. Tudo o que gastei na campanha foi do meu próprio bolso”.

Sem aliança –
O presidente do PT do B de João Pessoa, Marmuthe Cavalcanti, contrariou o presidente do PSB, Edvaldo Rosas. “Não fechamos nada com a reeleição de Agra”.

Enfadado –
O deputado Branco Mendes (DEM) confessou que não agüenta mais nem ouvir falar em permuta, tema reascendido pela Oposição com a CPI. “Já cansei”.

Procura-se –
Empresário da construção civil passou toda a semana procurando falar com o deputado na Assembléia Legislativa. Só conseguiu o contato pelo celular.

Caso Janduhy –
Ao Portal MaisPB, o secretário Nonato Bandeira não quis polemizar com o presidente do PPS, Zé Bernardino. “Só trato dessa questão dentro do partido”.

Fora do ‘circo’ –
“Para palco e palanque eu não vou”. Do secretário de Saúde, Waldson Souza, justificando a ausência na sessão especial sobre a Cruz Vermelha.

Calo –
Queda de braço entre empresas (que não aceitam imposto de 17%) e a Receita Estadual travou a compra de medicamentos excepcionais na Paraíba.

Positivo –
A deputada Daniella Ribeiro (PP) deu o braço a torcer e reconheceu ontem dois acertos do Governo Ricardo: o Empreender Paraíba e o Paraíba Integrada.

Negativo –
Para justificar a “independência”, Daniella apontou “uma falha” da gestão Veneziano em Campina: “o mau funcionamento dos PSF’ da cidade”.

PINGO QUENTE – “Só me resta apelar agora para uma ação… Divina”. Do vereador cassado Sérgio da Sac (PRP), de João Pessoa, admitindo as poucas chances de recuperar o mandato pelas forças terrenas e à espera de um milagre.

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba
 

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